terça-feira, 15 de novembro de 2011

História de Brasília em 5 minutos.

Acabei de ler o livro: JK o presidente bossa-nova. O livro é uma biografia do presidente, que por consequência, passa pela construção de Brasília.

Recomendo a leitura do livro. Juscelino, de longe é a figura pública, cuja vida mais admiro.

Abaixo, há um vídeo contando rapidamente a construção da nova capital e seus principais momentos.


Interesante ver como todo o Brasil já queria ver JK como presidente em 1965. O possível governo teria até um foco: Produção Agrícola.

Mas o Governo Militar com a característica visão tapada de quem se acha acima da verdade, via tudo como preto-e-branco, ou no caso vermelho. Assim, qualquer desafeto era tachado como comunista e cassado. O próprio Costa e Silva trabalhou para afastá-lo da política retirando seus direitos políticos.

Até para a cadeira da Academia Brasileira de Letras que JK concorreu em 1974, os militares trabalharam para excluí-lo oferecendo aos nobres imortais que se eles não votassem em JK, o Governo construiria um anexo ao prédio da Academia Brasileira de Letras num terreno que o próprio JK havia trabalhado para repassar para a ABL, quando era presidente. Como JK confessou para amigos: "Foi trocado por blocos de concreto!"

Assim é a política nacional! E tem gente que defende que a Ditadura volte para acabar com a corrupção! Vá ser ignorante assim na casa do rabanete!

domingo, 13 de novembro de 2011

Mecanização da Cana e o emprego do boia-fria.

O programa Globo Rural deste domingo, dia 13/11, apresentou uma interessante reportagem sobre a evolução da qualidade da mão de obra do setor sucroalcooleiro.

Se por um lado, mais vagas qualificadas, dignas e bem remuneradas estão sendo oferecidas, muitas vagas serão fechadas já que o ganho de produtividade causado pela mecanização agrícola resultará no corte de vagas.

Eles mostram o empenho de vários stakeholders em tentar minimizar os impactos sociais negativos, já que os cortadores de cana são geralmente com baixa qualificação que resultará na dificuldade de se reinserir na sociedade.

No meio da reportagem, eles mostram trabalhadores com uma base educacional muito baixa e que não estão conseguindo continuar no estudo. Eles mostram como um desafio das Usinas essa recolocação, mas entendo que essa responsabilidade é de todos nós brasileiros, pois enquanto conseguirmos conviver com crianças de 11 anos que estudam, passam de ano, mas mal conseguem escrever o próprio nome, veremos essa situação se reproduzir.

Cidadãos com nível educacional quase inexistente, acaba tendo como futuro os subempregos, se não forem assediados para outros trabalhos ilegais. Vemos isso perpetuar-se no Brasil e pouco fazemos. As entidades sérias que tentam trabalhar essa questão, como nós do GAVIA trabalhamos, são taxadas de entidades pilantrópicas, e colocados no mesmo balaio que as entidades corruptas mantidas por políticos bandidos.

Temos que valorizar a Escola, o professor, as entidades assistenciais, e qualquer sujeito que veja a Educação como prioridade.

Abaixo, a íntegra do texto e quem quiser ver o video na íntegra, clique aqui. O vídeo não está postado aqui, pois não sei porque, mas a Globo não disponibiliza esse processo.

Corte manual da cana deve ser substituído por máquinas até 2014

Área mecanizável de cana em São Paulo não poderá mais usar o fogo.
Fim da colheita manual prejudica trabalhadores e causa desemprego.

Em São Paulo, estado que mais produz cana-de-açúcar no país, 2014 é o prazo final para acabar com o uso do fogo nas lavouras mecanizadas, que hoje representam 84% da área plantada.

Quem vive em regiões produtoras de cana-de-açúcar sabe que quando chega a safra, chegam também as queimadas permitidas por lei.

O fogo queima a palha da cana e, assim, possibilita a colheita manual. Mas ele também prejudica a saúde e o meio-ambiente, já que libera na atmosfera grande quantidade de CO2, gás que promove o aquecimento global.

Nenhum combustível, nem mesmo o etanol de cana, pode ser considerado totalmente verde, limpo para usar como fogo. A saída é mecanizar a colheita, um processo que requer investimento alto e que já vinha acontecendo gradativamente nos canaviais do estado.

Há quatro anos, como parte das ações para adequar às lavouras aos critérios ambientais, o governo de São Paulo, estado que responde por mais da metade da produção nacional, lançou um desafio: antecipar o fim da queima da palha da cana.

Nas áreas mecanizáveis, a meta antes prevista para 2021, passou para 2014. Nas áreas não-mecanizáveis, ela passou de 2031 para 2017.

A adesão das usinas paulistas ao chamado "protocolo agroambiental" foi quase que total. Quando o protocolo foi assinado em 2007, apenas 34% da área de cana-de-açúcar do estado de São Paulo estava mecanizada. Hoje esse número já quase dobrou.

Neste período, 800 mil hectares deixaram de ser queimados, um ganho ambiental inquestionável, mas sem fogo, o corte manual se torna inviável e promete dar fim a uma das profissões mais antigas da agricultura brasileira.

Uma colhedora automática faz o trabalho de 80 homens, mas pelo em São Paulo, a figura do 'cortador de cana boia-fria' está com os anos contados.

Os trabalhadores que por tantas vezes viraram notícia, vítimas de maus tratos, ao longo dos anos, também conquistaram direitos importantes, alguns até óbvios, mas adquiridos com muita luta como carteira assinada, salário fixo mínimo, assistência médica, uniforme e equipamentos de segurança, água, banheiro, sombra para comer e transporte seguro. O básico para quem exerce um serviço tão pesado.

A palavra de ordem agora é requalificação. Os trabalhadores do corte precisam ser treinados para exercer outro serviço. Atualmente, em São Paulo, 140 mil pessoas sobrevivem da atividade e para a Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar, pelo menos a metade desses trabalhadores deve continuar no setor.

Segundo a Unica, cada máquina que entra em atividade emprega cerca de 18 pessoas. São operadores, motoristas, eletricistas, mecânicos, mão de obra especializada, indisponível no mercado no momento. Para atender a demanda, as usinas decidiram formar parte de seus cortadores para as novas funções. Sem essa mão-de-obra, os planos de expansão do setor podem ir por água abaixo.

Em uma usina localizada no município de Paraguaçu Paulista, região oeste de São Paulo, 83% da lavoura já está mecanizada e mesmo com esse estágio avançado, nenhum trabalhador do corte foi dispensado. A razão é simples: nos últimos quatro anos, a área plantada com cana-de-açúcar saltou de 45 mil para 100 mil hectares.

Mas nem tudo é positivo, longe disso. A mecanização, na verdade, dispensa mais mão de obra do que recontrata. E quem fica de fora, geralmente são os cortadores que não atendem aos pré-requisitos mínimos exigidos em quase todos os cursos, como ensino fundamental e, em alguns casos, carteira de motorista.

Para esses trabalhadores, além de requalificar para atender a nova demanda das usinas, é preciso pensar também em atividades fora do setor.

Ações para requalificar os cortadores existem, mas, infelizmente, ainda não são suficientes. Há iniciativa de usina, de governos estaduais, mas somando tudo, cerca de 500 mil postos de trabalho o setor canavieiro está desempregando no país todo.

Durante décadas, esses homens e mulheres usaram a força para alimentar as usinas. Muitos vêm de longe, deixam suas famílias durante meses, ano após ano, para cortar cana no Centro-Sul. Hoje, eles precisam do empenho destas mesmas usinas e do poder público para encontrar um novo espaço dentro do Brasil. Um país que, certamente, se tornou mais rico por conta desse trabalho e sacrifício.

Alphaville SP: a ilha da fantasia que não deu certo!

Interessante o video abaixo produzido pela Folha (clique aqui) sobre o caos que os moradores do Alphaville estão vivendo atualmente.


Compraram (e pagaram caro) imaginando que estariam longe dos problemas da capital e 20 anos depois estão convivendo com esses mesmos problemas novamente, como falta de água, esgoto não tratado, trânsito caótico e falta de serviços de manutenção.

O que não entendi vendo o filme é:

1 - como eles estão vivendo essas situações em um condomínio fechado? -> não deveriam eles mesmos gerirem o seu convívio?

2 - Por que eles culpam o Poder Público? Quem compra um lote num condomínio fechado, não está querendo alforria de algumas obrigações do Poder Público e por consequência assumir a gestão de sua organização local? Ou seja, proibiram o acesso do resto da população, privando-os do direito de ir-e-vir para manter o seu local?

3 - Por que tem gente que acha que construindo uma ilha da fantasia, estarão salvos dos problemas sociais que nosso país tem como fruto de décadas de descaso, desigualdade social e corrupção? Você pode colocar o pobre para fora, mas os problemas sociais continuarão...

Eu, particularmente, sou contra os condomínios fechados, pois entendo que eles fragmentam ainda mais a cidade, causando mais problema de trânsito, criam uma cultura de exclusividade, que por consequência, fazem as crianças criadas nestes espaços que elas não devem se relacionar com o diferente e não precisam assumir a responsabilidade para melhorar o nosso convívio social, e acirra mais os preconceitos, pois quem está dentro, acha que os de foram não deveriam existir e os que estão fora, podem facilmente culpar os de dentro pelos problemas.

Neste aspecto, sou totalmente à filosofia que o arquiteto Oscar Niemeyer utilizou na construção do edifício COPAN em São Paulo, onde num mesmo condomínio, pobres, ricos e classe média devem conviver, fazendo deste pequeno espaço um laboratório de convivência social.

Infelizmente, pensamentos como esses ficaram para a década de 1950 e vemos mais como amostras de um mundo possível, e não como obrigação.

Esses casos demonstram que o bom senso é excessão e não regra!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ordem do Dia - Sessão 16 de Novembro


Ordem do Dia - Sessão 16 de Novembro

I – Redação Final do Projeto de Decreto Legislativo n°20/11, de autoria do nobre Vereador Eliseu Daniel dos Santos, que dispõe sobre a concessão do Título de Cidadão Limeirense ao Reverendíssimo Senhor Elias Antonio Francisco, Bispo da Comunidade Batista Getsêmani de Limeira.

II – Redação Final do Projeto de Lei n°247/11, de autoria do Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, que dispõe sobre a criação do Fundo para asfaltamento das estradas da Zona Rural e dá outras providências.

III – Redação Final do Projeto de Lei n°289/11, de autoria do Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, que autoriza o Poder Executivo a celebrar Convênio com o Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social.

IV – Projeto de Lei n°251/11, de autoria do nobre Vereador Antonio Braz do Nascimento, que altera os artigos 2° e 3° da Lei n°200 de 07 de junho de 1951.

V – Projeto de Decreto Legislativo n°23/11, de autoria do nobre Vereador Wagner Barbosa, que concede o Diploma de Gratidão da Cidade de Limeira e Medalha de Mérito Cívico XV de Setembro Ordem de Tatuiby, ao ilustríssimo Dr. Valdir Florisvaldo Gobbo, pelo relevantes trabalhos prestados a cidade de Limeira.

VI – Projeto de Lei n°285/11, de autoria da nobre Vereadora Iraciara das Dores Bassetto Barollo Sagioro, que perpetua os nomes nas Ruas e Avenida no Centro Industrial de Limeira - CIL e dá outras providencias. 

VII – Projeto de Lei n°290/11, de autoria do Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, que autoriza o Poder Executivo a celebrar Convênio com o Estado de São Paulo, através da Secretaria da Segurança Pública, objetivando a mútua cooperação em atividades de segurança pública.

VIII – Projeto de Lei n°296/11, de autoria do nobre Vereador Carlos Eduardo da Silva, que altera a Lei n° 4.096, de 12 de março de 2007, que dispõe sobre a obrigatoriedade de manutenção de cadeiras de rodas em edifícios residenciais multifamiliares no município de Limeira.

IX – Projeto de Lei Complementar n°59/11, de autoria do Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, que altera a redação da Lei Complementar n°178, de 14 de agosto de 1997, alterada pela Lei Complementar n°338, de 12 de abril de 2005, pela Lei Complementar n°356, de 17 de novembro de 2005, pela Lei Complementar n°378, de 16 de janeiro de 2007, pela Lei Complementar n°406, de 20 de dezembro de 2007, pela Lei Complementar n°466, de 26 de junho de 2009, pela Lei Complementar n°535, de 19 de julho de 2010, pela Lei Complementar n°536, de 19 de julho de 2010 pela Lei Complementar n°563, de 29 de dezembro de 2010, pela Lei Complementar n°574, de 23 de fevereiro de 2011, pela Lei Complementar n°586, de 07 de junho de 2011 e pela Lei Complementar n°595, de 11 de julho de 2011 dá outras providências.

X – Projeto de Lei n°301/11, de autoria do nobre Vereador Mário Celso Botion, que inclui no Calendário Oficial de Eventos do Município a Encenação da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo das Paróquias Santa Luzia e Santa Isabel.

Recebido por e-mail do gabinete do vereador Paulo Hadich (PSB)


Metade das vagas no ensino superior do país sobrou em 2010



 
Sobraram 36 mil vagas em instituições públicas, especialmente nas municipais

Brasília – No ano passado, quase metade (49%) das vagas de ingresso para novos alunos oferecidas pelas universidades, centros universitários e faculdades do país não foi preenchida. Segundo dados do Censo da Educação Superior de 2010, divulgado nesta semana pelo Ministério da Educação (MEC), as 2.377 instituições de ensino superior disponibilizaram 3.120.192 vagas em seus processos seletivos, mas o número de ingressos registrados foi 1.590.212.

De 1,5 milhão de oportunidades de acesso não preenchidas em 2010, a maioria era de estabelecimentos particulares. Ainda assim, sobraram 36 mil vagas em instituições públicas, especialmente nas municipais. O secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, reconhece que é preciso melhorar o aproveitamento das vagas das instituições que não são federais.

“As instituições municipais passam por algumas dificuldades. Estamos elaborando um programa para que a gente possa apoiar as instituições públicas que não são federais e passam por dificuldades de financiamento ou infraestrutura. Com esses problemas, às vezes elas têm dificuldades para atrair o estudante”, explica Costa.

Sobre a ociosidade das vagas do sistema de ensino como um todo, ele avalia que é positivo que haja um grande número de vagas disponíveis. “É bom que o Brasil tenha um grande número de vagas porque ele está preparado para a expansão”, defende.

Para a Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), representante do setor privado, a explicação para a grande quantidade de vagas sobrando é que parte das instituições solicita ao MEC autorização para um número maior de vagas do que pretende de fato preencher. Isso ocorre especialmente no caso das faculdades que não têm autonomia para abrir novas vagas e inflam esse número para não ter que solicitar outra autorização ao ministério caso queiram ampliar a oferta.

“Isso é normal. Não é um fato negativo, nem diferenciado. Temos que aprofundar essa análise para saber em que cursos e onde isso está acontecendo. A oferta não é preenchida porque o aluno não aceita essas vagas por diferentes razões”, avalia Gabriel Rodrigues, presidente da entidade. Na avaliação dele, é preciso que o sistema de ensino superior adeque a oferta às necessidades de mão de obra do país e às demandas dos estudantes. “Essa é uma abordagem diferente dos anos anteriores. A realidade está mostrando que esse planejamento [do atendimento] precisa ser feito com mais critério, a oferta não pode ser espontânea se não atender às necessidades reais das diversas regiões”, analisa.

Em termos absolutos, é no Sudeste que sobram mais vagas de ingresso: 886 mil, de 1,6 milhão disponíveis, a maior oferta do país. Mas é no Centro-Oeste que há a maior proporção de vagas não preenchidas, 53%. Já as instituições do Norte têm melhor aproveitamento: 63% das vagas foram ocupadas em 2010. Entre as diferentes áreas de formação, o percentual de vagas ociosas varia de 30%, nos cursos ligados às atividades de agricultura e veterinária, a 60% nos de serviços, que incluem graduações como hotelaria, turismo e gastronomia.

Além da falta de interesse dos estudantes por determinado área de formação ou instituição, muitas vezes o que os afasta dos bancos universitários é o custo elevado das mensalidades. Programas do MEC como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que dão oportunidade aos alunos de baixa renda para estudar em instituições privadas, poderiam melhorar essa ocupação das vagas, que ainda são subutilizados pelo público-alvo.

“Acho que temos um potencial muito maior [de atendimento] no Fies, isso é verdade. Estamos trabalhando muito para que ele possa ser cada vez mais utilizado pelos estudantes e pelas instituições. Com o ProUni e o Fies, temos certeza que vamos conseguir que todo aluno que queira estudar numa instituição privada tenha condições de fazer isso”, diz Luiz Cláudio Costa.

Fonte: Portal Exame (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS:

O Brasil vive um apagão de mão de obra, mas por outro lado convive com essa situação. Quase que metade das vagas não são preenchidas!

Os cursos com mais alunos no ensino superior no Brasil são: Administração de empresas, direito, pedagogia, enfermagem e ciências contábeis. A matéria pode ser lida clicando aqui.

Isso é fruto de vários problemas, onde podem ser citados:

 - ausência de planejamento para abertura de curso: muitos cursos são abertos sem levar em conta a demanda por esses cursos e as vocações atuais e futuras da região onde estão instaladas;

 - cursos caros: muitos cursos que têm carência de profissionais são de manutenção cara e os alunos interessados não podem pagar;

 - pouco trabalho na questão da vocação do aluno: investe-se pouco em análise de perfil do estudante e aos 17 ou 18 anos, ele é obrogado a decidir o que quer fazer para o resto da vida, aumentando os índices de evasão escolar;

Investimento na Educação não é fácil pois ela está atrelada a questões bem subjetivas como gosto e vocação do aluno e ambiente familiar. Mas entendo que a Educação é um local onde se investido recursos, sempre traz benefícios sociais, pois a pessoa pode não seguir aquela carreira, mas pelo menos ela progrediu culturalmente.

Outra questão que também deve ser ponderado nesta questão é a qualidade da base educacional do aluno, pois não adianta entrar para cursar engenharia se o aluno não sabe nem as 4 operações básicas, ou economia, se o aluno nunca leu mais que 5 páginas de uma vez.

Alunos frutos da progressão continuada levada a cabo desprezando o que preconizava a proposta de Paulo Freire, serão um grande gargalo para o futuro do Brasil. E se o Brasil não melhorar essa questão, seremos obrigado a aceitar de bom grado a contratação de técnicos do exterior para sustentar o crescimeno econômico do Brasil.

Cidade do MT que mais cresce no IDH.


Lucas é uma das 15 cidades do país com alto índice de desenvolvimento


Cidades brasileiras que tinham os piores indicadores de emprego, renda, saúde e educação entre 2000 e 2009 conseguiram melhorias nesses setores, mas ainda vão levar 26 anos, a contar de agora, para alcançar um elevado grau de desenvolvimento.

Há, porém, uma exceção: o Centro-Oeste. Apoiada na expansão da fronteira agrícola e seu impacto no emprego, a região saiu de um patamar de desenvolvimento similar ao do Norte e Nordeste e se aproximou do Sudeste.

Tal retrato pode ser extraído do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, um indicador preparado por economistas da federação das indústrias fluminenses.

O município mato-grossense de Lucas do Rio Verde é um exemplo de como o agronegócio tem trazido desenvolvimento aos municípios localizados no Centro-Oeste do país. Na região Médio-Norte do estado, a cidade aparece no índice Firjan entre os 15 municípios brasileiros com os mais altos níveis de desenvolvimento.

A cidade ocupa a oitava posição e, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, veiculada no último domingo (06.11), o município de Mato Grosso quebra a hegemonia quase que absoluta das cidades de São Paulo, que lideram o ranking. Do total das 15 listadas no índice, 14 são de São Paulo.

O levantamento faz um raio-X do país com base em três indicadores: renda e emprego formal, saúde e educação. E se assemelha ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), divulgado pela ONU na semana passada.

A reportagem destaca ainda que Lucas do Rio Verde é um dos municípios mais dinâmicos do cinturão da soja de Mato Grosso, maior estado produtor do país e polo da agroindústria que processa o grão, além de sede de uma ampla rede de frigoríficos.

Mais duas cidades de Mato Grosso estão entre as cem mais desenvolvidas: Primavera do Leste e Sorriso. As três apresentam evolução rápida no item emprego e renda -impulsionados pelo bom preço da soja e dos demais grãos no exterior e as sucessivas safras recordes.

A pesquisa mostra que o efeito da renda maior no Centro-Oeste se irradiou, via tributos, para os cofres das várias cidades dos Estados, que passaram a prestar melhores serviços públicos.

“Isso se traduziu em bons índices em educação e especialmente em saúde nesses três municípios”, diz Júlio Miragaya, pesquisador do Conselho Federal de Economia.

"A expansão da fronteira agrícola fez o Centro-Oeste se destacar e explica essa redução regional da desigualdade que não se vê no Norte e no Nordeste", afirma Luciana Sá, diretora da Firjan.

Em 2009, o Centro-Oeste tinha 83,4% das cidades com alto ou moderado grau de desenvolvimento, percentual semelhante ao do Sudeste (86,4%), que só perdia para o Sul (96,2%).

No mapa do desenvolvimento das cidades, porém, persiste uma linha imaginária que corta o país a partir do sul da Bahia e norte de Minas Gerais e se estende pelas franjas da Amazônia.

A linha revela a desigualdade que separa Sul, Sudeste e mais recentemente o Centro-Oeste, onde estão os municípios com alto ou moderado nível de desenvolvimento, do Norte e Nordeste.

Fonte: recebido pelo Informe Semanal da APROSOJA.

MEUS COMENTÁRIOS:

Essa reportagem da Folha de São Paulo que foi repassada pela APROSOJA, mostra uma questão importante: o agornegócio não pode ser demonizado.

Eu conheci o estado de Mato Grosso em 2006 e vi in loco essa situação. As cidades que de desenvolveram com base na produção de soja, são muito mais desenvolvidas do que as outras.

Além de Lucas do Rio Verde, pode ser citado Primavera do Leste, Sorriso, Nova Mutum, Campo Novo do Parecis entre outras. O que temos que pensar é como aliar esse desenvolvimento provocado pela soja com a preservação ambiental.

Desenvolvimento Zero só é defendido por aquele que já tem suas necessidades preenchidas e não pensa no próximo. É fato, estive na Europa e vi que as pessoas defendem a preservação total, mas ninguém abre mão de nada para essa preservação. Como diz o velho ditado: "Pimenta nos olhos dos outros é pimenta!"

O município de Lucas do Rio Verde é um dos mais avançados na questão do debate pelo Desenvolvimento Sustentável, através do Programa Lucas Verde. E eles não começaram a pensar nisso apenas pela exigência de ONGs, mas também porque sentiram na pele o problema de pensar no desenvolvimento sem preocupação ambiental e social. Muitas pessoas estavam sofrendo efeitos do uso desastrado de agrotóxicos e todo o município começou a pensar na questão.

A APROSOJA possui estudos que mostram que as cidades que se desenvolveram com base na soja tiveram o maior incremento de melhoria na qualidade de vida, se comparado a qualquer outra cidade do Centro-Oeste que se desenvolveu em qualquer outra base econômica.


Imagens maravilhosas da Islândia e Arizona (EUA)

Vale a pena conferir o trabalho do fotógrafo Joe Capra, que viajou pela Islândia durante 17 dias e tirou mais de 18 mil fotos para produzir o video abaixo.

A técnica é o time lapse, onde várias fotos são tiradas da mesma posição de tempo em tempo, e depois são mostradas como um vídeo. O efeito é deveras bonito.

Quem quiser entender mais sobre a técnica, clique aqui.



Há também outro vídeo, produzido pelo fotógrafo Dustin Farrel, que pode ser visto abaixo:


Landscapes: Volume Two from Dustin Farrell on Vimeo.

Fonte : Blog Chongas (aqui e aqui)