quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ausência de Sobreviventes...

Uma das maiores sacanagens da atual administração municipal na questão ambiental.
Depois de passar os primeiros dias mostrando bons sobreviventes, hoje mostro a ausência de sobreviventes como foi feito na rua Santa Josefa.

Aí virou apenas arbustos ... hibisco neste caso, mas boa parte já está morta!!!

Rua Santa Josefa completamente pelada.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pedagiômetro de São Paulo

Você quer saber quanto os paulistas já pagaram em pedágios em 2010? Então veja...


Fonte: site Pedagiômetro (aqui)

Entenda mais sobre a Técnica de Arborização Urbana.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, fazer arborização urbana não é sair plantando qualquer muda em qualquer lugar e de qualquer forma.

Boa parte dos problemas são causados pelas práticas inadequadas e pelo desejo de realizar o plantio com baixo custo por conta das Prefeituras e/ou Loteadores.

Se as regras básicas não forem respeitadas, os moradores próximos e o meio ambiente pagarão a conta.

Abaixo, pode ser conhecido um pouco sobre as técnicas que envolvem a questão.

Exemplo de Cidade com Arborização Urbana.

Quem já buscou alguma informação a respeito do tema Arborização Urbana, já ouviu falar da cidade de Maringá (PR).

Ela tem o melhor exemplo no que compete à questão de planejamento de arborização, mudanças de estruturas urbanas para coexistirem com as árvores entre outras questões.

Segue abaixo uma imagem que demonstra isso.



Fonte: Revista SBAU (aqui)

REARBORIZAÇÃO: DA MÁGICA À REALIDADE


O processo de rearborização de parcela(s) do verde arbóreo de acompanhamento viário é sempre carregado de conflitos. Se a rearborização é necessária, obviamente problemas estão ocorrendo ou ocorrerão, esta última, de ação preventiva, bastante rara de se observar, pelo menos na América Latina.

Por diversos fatores, a arborização de acompanhamento viário foi desconsiderada na imensa maioria de nossas áreas urbanas.
Diversas ações bem intencionadas a respeito do plantio de árvores ao longo dos passeios públicos já foram observadas e mesmo relatadas em vários Encontros e Congressos da SBAU, encontrando-as em anais. Algumas delas mostraram-se desastrosas ao longo do tempo, principalmente em função do desconhecimento quase que total de questões mínimas que envolvem as árvores e suas relações com o ambiente urbano.

O replanejamento, ou melhor, o planejamento de uma nova arborização requer estudos detalhados e multidisciplinares: hierarquização e qualificação das vias, situação atual das larguras do leito carroçável e passeios, zoneamento urbano, heterogeneidade dos recuos, presença e qualificação da fiação, potencial urbanístico do local, entre outros.

O destaque deste artigo é exatamente para esse “entre outros”. Uma arborização não planejada geralmente traz problemas aos elementos artificiais que predominam nas cidades, fazendo com que a população, via de regra, perceba a árvore, e consequentemente a arborização, como um empecilho cotidiano. A ojeriza caminha desde a queda das folhas, flores e frutos, até o entupimento das redes de captação de águas pluviais e estragos nos passeios, passando pelos problemas de energia elétrica e telefonia. Enfim, um transtorno que o munícipe convive diariamente e neste mesmo intervalo de tempo discute com o poder público.

A mágica da rearborização como “salvadora da pátria” existe e persiste entre técnicos da área e sociedade em geral. É fácil, imaginam os planejadores e população, proceder a substituição indiscriminada e súbita das árvores cuja copa impede a livre visualização de placas comerciais, por árvores de menor porte ou mesmo arvoretas. Esquecem-se que um fio condutor as liga: são seres naturais, possuidores de ciclos complexos que se efetivam até nos oferecerem todos os seus beneficios.


Além disso, se não plantadas e conduzidas adequada e tecnicamente questões outras poderão ser observadas, tais como brotamento lateral, que as torna potencialmente uma “moita”, a persistência da queda natural das folhas, flores e frutos e alterações no passeio, desde uma possível manutenção de seu piso original até alterações fisicas frente a covas mal preparadas, entre outros.

A questão caminha então pelo seu pior lado: a arborização atual é tida com empecilho e a nova, proposta pelos planejadores e mal conduzidas pelas administrações, pouco ou nada resolveu o problema.

O diagnóstico não parece difícil: a situação de cada árvore foi tratada globalmente, esquecendo-se das peculiaridades e a sociedade pouco ou nada envolvida.


Osmar de Carvalho Bueno
Engenheiro Agrônomo, Mestre em Sociologia e Doutorando em Agronomia.
Professor Assistente do Departamento de Economia e Sociologia da Faculdade de Ciências Agronômicas – UNESP/Botucatu.
Delegado da Regional Sudeste da SBAU.

Fonte: Site do SBAU - Sociedade Brasileira de Arborização Urbana. (aqui)

Sobrevivente #2

Árvore: Ipê Amarelo
Local: Parque da Cidade. (em frente ao Serviço Social Escolar)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sempre o mesmo bla bla blá


Nova lei: Limeira sai na frente com monitoramento do lixo e reciclagem

Renata Reis

Destinar corretamente o lixo em aterro adequado é obrigação do poder público. Mas, diante da lei sancionada anteontem pelo presidente Lula, que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Limeira sai na frente, mesmo enfrentando desafios, como a proximidade do fim da vida útil do atual aterro. O Município possui um sistema de coleta de reciclados, que passa por plena ampliação, inclusive com capacitação de mais de 200 coletores que passarão a ser chamados de ecocoletores.

A nova lei, que traz regras para manejo de lixo e resíduos, tramitou no Congresso Nacional por 21 anos. O objetivo é acabar, a longo prazo, com os lixões e obrigar municípios e empresas a criarem programas de manejo e proteção ambiental. Faz mais de duas décadas que Limeira possui o aterro. Tanto que outro espaço aguarda liberação dos órgãos ambientais competentes para construção de novo local de destinação. Falta finalização do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima), que é demorado normalmente.
O monitoramento do atual aterro é feito pela Secretaria de Obras e Serviços Urbanos. A fiscalização fica por conta da Cetesb, que só oferece licença se tudo estiver dentro dos padrões. Para evitar maiores problemas devido ao fim da vida útil do atual aterro, o secretário Celso José Gonçalves adiantou que o estudo para otimizar espaço para receber mais lixo, que fica entre duas células, está sendo concluído e deverá ser entregue para análise e aprovação o quanto antes à Cetesb.
A lei dos resíduos sólidos proíbe a existência de lixões e determina a criação de aterros para lixo sem possibilidade de reaproveitamento ou de decomposição. Neste ponto, Limeira está sem problemas.
As fábricas, por exemplo, terão de recolher os “resíduos remanescentes” após o uso. Os fabricantes de produtos com maior degradação ambiental (agrotóxicos, pilhas, lâmpadas fluorescentes, baterias, pneus e eletroeletrônicos) ficam obrigados a implementar sistemas que permitam o recolhimento dos produtos após o uso pelos consumidores. Todos, inclusive consumidores, estarão sujeitos a penalidades da Lei de Crimes Ambientais caso não destinem corretamente os produtos após o consumo.
O texto também cria a chamada “logística reversa” para coleta de produtos descartados pelos consumidores. Comerciantes e distribuidores serão os principais pontos de receptação dos produtos descartados, que depois devem ser enviados aos fabricantes ou importadores. Estes últimos darão o destino final ao lixo.

RECICLAGEM

A sanção da lei também é comemorada pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), que espera que os trabalhadores possam ser remunerados pela prestação de serviços às prefeituras pela coleta, separação e reciclagem do lixo. O movimento espera que a lei aumente a renda dos recicladores. Atualmente a renda média de um catador é de cerca de um salário mínimo (R$ 510).
Em Limeira, a Prefeitura mantém parceria com a Coperelli e a própria Tecipar para a coleta seletiva. A Tecipar, que já é responsável pela coleta do lixo na cidade, oferece mão de obra e caminhão para o recolhimento de materiais recicláveis em determinadas localidades: Santo Antônio, Tatu Escola, Bartolomeu Grota, Avenida Mogi Mirim, Companhia de Força Elektro, Vila Independência, Avenida Campinas, Condomínio Flora, Cond. Portal das Rosas, Transportadora Transcópo, Rodovia Limeira Mogi Mirim, Escola Estadual do Boa Vista, Jardim Esteves, Vila Rocha, Vila Rosália, Vila Cláudia, Vila Cristóvam, Jardim São Manoel, Jardim Mediterrâneo, Condomínio Independência, Ecoponto do Anavec, Vila Fachina, Vila Castelar, Vila Paulista, Vila Ferreira, Vila Anita, Vila Paraíso, Vila Mathias, Jardim Piratininga, Vila Jacon, Vila São João, Bairro do Pinhal, Prefeitura e Rua Dr.Trajano. São reciclados cerca de 28 toneladas por mês.
Mas ainda há muito o que fazer, já que boa parte do município não é contemplada. O secretário de Obras adianta que o Ceprosom tem se esforçado para capacitar cerca de 200 coletores. Eles estão sendo treinados e receberão suporte para atua, inclusive, como ecocoletores. “Vão distribuir folhetos de orientação sobre o que e como reciclar, diminuindo assim a quantidade de lixo reciclado misturado à matéria orgânica que vai para o aterro”.
Está em licitação a construção de cinco unidades de transbordo de reciclados (norte, sul, leste, oeste e aterro) com verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com essa estrutura, será possível elaborar cronograma de coleta que atenda toda a cidade.

Fonte: Gazeta de Limeira (aqui).

Meus comentários

Interessante quando dizem que a elaboração de EIA RIMA é demorada. A própria autora da reportagem diz que o aterro possui mais de 20 anos. Então a Prefeitura espera o aterro esgotar para pensar no novo! Esse é o problema: enquanto o nossos poderes não tiverem planejamento, o culpado sempre será o meio ambiente, os ativistas de ONG's, os ecochatos e companhia.

Para quem não conhece, o diploma legal que exigiu a elaboração de Estudos de Impacto Ambiental é nova: possui quase 25 anos!!!

Foi criado em 1986 através da Resolução CONAMA 001/1986.