terça-feira, 3 de maio de 2016

Encontro em Piracicaba debaterá a relação entre água e saúde pública


Na próxima quinta-feira, dia 28, o município de Piracicaba (SP) será o primeiro a receber o ciclo de debates “Água e Cidadania: Vamos conversar sobre nosso município?”. Nesse encontro o tema principal será “Água e Saúde”, no qual serão discutidos os impactos da gestão de recursos hídricos e saneamento à saúde pública.

O evento acontecerá a partir das 8h30 no Departamento de Ciências Biológicas da Esalq/USP, no anfiteatro da Fisiologia Vegetal e será realizado pelo Consórcio PCJ ao lado da Petrobrás Replan, com o apoio da Iandé Educação e Sustentabilidade e dos Comitês PCJ.

As palestras do encontro dessa quinta-feira abordarão no período da manhã: políticas municipais relacionadas à água, com o palestrante Eduardo Léo, da Agência PCJ; A experiência do Município de Piracicaba na construção da Política Municipal de Recursos Hídricos, que será apresentada por José Carlos Esquierro; a participação social e cidadania, que será ministrada pelo Prof. Dr. da ESALQ, Marcos Sorrentino; o caso da dengue e a água será o tema da palestra de Marcio Ermida, da Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba. O período vespertino será reservado para a troca de experiências sobre Água e Cidadania e Oficinas.

Para a gerente técnica do Consórcio PCJ, Andréa Borges, o evento busca sensibilizar a todos sobre a importância da participação social para maior efetividade das políticas públicas voltadas à gestão da água e do meio ambiente já existentes. “É importante termos legislações que abordem a temática ambiental, porém, também é preciso garantir a aplicação dessas leis, sendo que a sociedade ocupa um papel central nesse processo”.

Os eventos são gratuitos e as vagas são limitadas. Para garantir sua inscrição, acesse o link:  HTTP://goo.gl/forms/qj7yF937m

Sobre os encontros “Água e Cidadania”

O Consórcio PCJ e a Petrobrás Replan realizarão ciclo de quatro encontros em diferentes localidades das Bacias PCJ. O próximo será em maio, dia 05, em Campinas (SP), com o tema “Água e Planejamento Urbano”. A terceira cidade anfitriã será Bragança Paulista (SP), que irá promover, no dia 12 de maio, as discussões sobre “Água e o Uso do Solo”. Por fim, de volta à Piracicaba, será realizado o Workshop Final sobre Políticas Municipais e Recursos Hídricos, no dia 06 de junho.

O objetivo dos encontros “Água e Cidadania: Vamos conversar sobre nosso município?” é dialogar sobre a construção e a execução de políticas municipais relacionadas aos recursos hídricos, através de palestras, diálogos e trocas de experiências em grupos de trabalhos e oficinas.

Mais novidades referentes aos Encontros “Água e Cidadania – Vamos Conversar Sobre nosso Município?” curta a página: https://www.facebook.com/aguaecidadania.

Fonte: Site do Consórcio PCJ (Aqui)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

FÓRUM DISCUTE POSSIBILIDADE DE CRIAÇÃO DO PRIMEIRO GEOPARQUE PAULISTA


geoparque evento luciana

Uma área com significativos patrimônios geológicos e alto índice de preservação ambiental, na qual a aproximação das pessoas com a natureza promova a disseminação do conhecimento sobre geologia e, consequentemente, sobre o passado do planeta. O conceito de geoparque, pouco difundido no Brasil, foi discutido na Faculdade na última quinta-feira durante o fórum “Geoparque: identidade geográfica, cultural e preservação ambiental”, que também ocorreu no campus de Barão Geraldo no dia 04 de abril (veja texto com a notícia completa aqui). Na FCA o fórum contou com a participação da Profª. Mariselma Zaine, da UNESP/Rio Claro, que apresentou ao público o mapa com os geossítios da Bacia do Corumbataí, onde se pretende criar o 1º Geoparque paulista.

Já existem 120 geoparques espalhados pelo mundo, em 33 países, mas no Brasil há somente o Geoparque Araripe, o primeiro das Américas e do hemisfério sul, reconhecido em 2006 pela Rede Global de Geoparques (GGN, na sigla em inglês), ligada à Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura).

Luciana Cordeiro, advogada, docente da Faculdade e especialista em direito ambiental foi uma das organizadoras do evento, que é oferecido pelo gabinete do reitor com o objetivo de promover discussões que contribuam para a formulação de políticas públicas e também contou com o apoio do Instituto de Geociências.

Artur Sá, docente da Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD Portugal), considerado um dos maiores especialistas do assunto, também esteve presente, juntamente com o Prof. Celso Dal Ré Carneiro (IG/UNICAMP) e Thais Guimarães (doutoranda da Universidade Federal de Pernambuco). O professor português apresentou a experiência do geoparque Arouca que, entre 2008 e 2013, proporcionou uma receita de 34 milhões de euros para a região, com hotelaria, restaurantes, museus e demais atividades relacionadas ao turismo.

Fonte: Site da FCA Unicamp (aqui)

Formação de 2016 para técnicos do Programa Município VerdeAzul.

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Equipe do Programa Município VerdeAzul em Araras

Discussão sobre ciclo 2016 motiva os presentes

A cidade de Araras recebeu, em 14.04, a equipe técnica do Programa Município VerdeAzul, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA). O objetivo da reunião foi discutir as novas ações propostas nas diretivas que compõem o programa e integram o ciclo 2016.

O encontro contou com a participação dos interlocutores dos 95 municípios, que integram as bacias hidrográficas do Piracicaba/Capivari/Jundiaí e Mogi Guaçu e foi realizado no Centro Cultural Leny de Oliveira, situado na Av. Limeira, sem número.

Para coordenadora do Programa, Lie Shitara Schutzer, a participação é fundamental para o entrosamento dos municípios no ciclo que se inicia. “É um trabalho para que todas as cidades tenham condições reais de evolução” – conclui.

O Programa

Lançado em 2007, pelo Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Programa Município VerdeAzul (PMVA) tem o inovador propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental.

A participação dos municípios é voluntária e ocorre por meio de um termo de adesão. Assim, o principal objetivo do PMVA é estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Estado de São Paulo.

Fonte: Site do PMVA (aqui)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Cetesb atesta boa qualidade das águas subterrâneas em 2015



Indicador de potabilidade serviu de base para a constatação da qualidade em sete aquíferos do Estado

As águas subterrâneas do Estado de São Paulo apresentaram-se com boa qualidade em 2015. O indicador de potabilidade avaliado pela Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) constatou que 77,5% das amostras coletadas estavam próprias para consumo humano. Esse resultado foi obtido a partir dos dados levantados pela rede de monitoramento da agência ambiental, envolvendo 282 poços tubulares e nascentes, correspondentes a sete aquíferos.

O Indicador de Potabilidade das Águas Subterrâneas (IPAS) é definido a partir do percentual de amostras de água bruta em conformidade com os padrões definidos na Portaria nº 2.914/11 do Ministério da Saúde e apresenta de forma genérica a qualidade das águas captadas em poços tubulares e utilizadas principalmente para o abastecimento público. Essas e outras informações deverão constar do novo relatório anual de Qualidade das Águas Subterrâneas a ser disponibilizado em breve pela Cetesb.

Também foi observado uma ligeira diminuição do IPAS relativamente aos anos de 2013 (81,4%) e 2014 (80,5%), entretanto o que se nota é uma tendência, ao longo dos anos, de estabilidade da qualidade das águas subterrâneas monitoradas pela Cetesb. Embora as conclusões das análises dos dados contidos no novo relatório ainda não estejam consolidadas, já se pressupõe que essa ligeira diminuição do IPAS possa estar relacionada ao rigoroso período de estiagem recente.

Outra constatação importante foi a verificação de 27 amostras de águas, em 21 pontos de monitoramento, com concentração de Nitrogênio Nitrato entre 5 e 10 mg N L-1 (valor de prevenção e indicador da influência das atividades antrópicas) e 8 amostras, de 6 pontos diferentes, com concentração acima do padrão de potabilidade (de 10 mg N L-1). A potabilidade das águas subterrâneas brutas é um dos indicadores de qualidade e qualquer desconformidade representa a necessidade de tratamentos adicionais da água, além da cloração, antes de ser distribuída para consumo humano. Assim, os dados levantados pela Cetesb servem de subsídio para que concessionárias ou prefeituras, por meio de seus departamentos responsáveis pelo abastecimento público de água, tomem as providências necessárias. Indicador de poluição difusa, a origem do nitrato está relacionada a atividades agrícolas e esgotos sanitários.

No Estado de São Paulo, atualmente, aproximadamente 80% dos municípios são total ou parcialmente abastecidos por águas subterrâneas, atendendo uma população de mais de 5,5 milhões habitantes. O uso dessa fonte para abastecimento público tende a aumentar em território paulista. O órgão estadual gestor da quantidade das águas é o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), que concede outorga de direito de uso das águas aos usuários, observando a disponibilidade hídrica, a qualidade da água e a priorização dos usos.

Considerando que a água subterrânea apresenta-se em geral, em condições adequadas para o uso “in natura”, necessitando apenas de simples desinfeção, e que de acordo com a legislação o uso prioritário da água é o abastecimento humano, é fundamental a proteção e controle desses mananciais subterrâneos.

A fim de executar esta atribuição, os órgãos ambientais utilizam os seguintes instrumentos, entre outros: licenciamento ambiental e fiscalização de fontes potenciais de poluição; monitoramento da qualidade para subsidiar as ações de proteção e controle; e estabelecimento de padrões de qualidade ambiental.

Pela Rede de Monitoramento de Qualidade da Cetesb, são monitorados os Aquíferos Guarani, Bauru, Serra Geral, São Paulo, Taubaté, Tubarão e Pré-Cambriano, com análise de 40 parâmetros físicos, químicos e biológicos. A rede de monitoramento é constituída basicamente por poços utilizados por concessionárias ou departamentos municipais responsáveis pelo abastecimento público de água.

Fonte: Site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (aqui)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Projeto Gota d’Água inicia as capacitações de 2016



O Consórcio PCJ realizou a abertura oficial do Projeto Gota d’Água no último dia 16 de fevereiro, no Parque da Cidade de Jundiaí (SP), com a presença de 90 educadores. Os assuntos que serão tema dos debates desse ano serão: a renovação da outorga do Sistema Cantareira e a importância do planejamento e da participação social para garantir a sustentabilidade hídrica das Bacias PCJ, através da construção conjunta dos planos municipais de recursos hídricos.

O evento teve o apoio na sua realização da DAE Jundiaí e da Câmara Técnica de Educação Ambiental dos Comitês PCJ. Participaram da abertura o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, que na ocasião representou o presidente da entidade e prefeito de Indaiatuba (SP), Reinaldo Nogueira, a gerente técnica do Consórcio PCJ, Andréa Borges, o coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad, o diretor de mananciais da DAE Jundiaí, Aray Martinho, e o coordenador da Câmara Técnica de Educação Ambiental, Tiago Valentim Georgette.
O diretor de mananciais da DAE alertou que o debate sobre a segurança hídrica é extremamente válido num momento em que naturalmente há um relaxamento no consumo de água devido às chuvas. “Engana-se quem pensa que a crise passou porque as chuvas estão ocorrendo. Quando a estiagem voltar veremos novamente os rios com vazões baixas”, comentou Martinho.
Tiago Georgette, por sua vez, destacou a importância da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA) dos Comitês PCJ estar mais próxima das ações do Consórcio PCJ, em especial do Projeto Gota d’Água. “A rede de agentes multiplicadores criadas pelo Consórcio PCJ é bastante ampla, e complementa o público atingido pela CT-EA, o que representa uma excelente oportunidade para trocas de experiências e ampliação do alcance da educação ambiental nas Bacias PCJ”, disse.
Lahóz destacou as ações conjuntas da Câmara Técnica com o Programa de Educação Ambiental do Consórcio PCJ além de destacar o importante ano para a gestão dos recursos hídricos. “Discutir os planos municipais de recursos hídricos em paralelo com os debates da renovação da outorga do Cantareira é ao mesmo tempo definir o futuro econômico do país, pois as Bacias PCJ são o terceiro parque industrial do Brasil”, atentou o secretário executivo do Consórcio PCJ.
As capacitações do Projeto Gota d’Água acontecerão em paralelo com a realização dos talk-shows sobre a renovação da outorga do Sistema Cantareira. Pelo cronograma apresentado na abertura do projeto, no próximo mês, em março, será realizado o primeiro talk-show, em abril e maio capacitações sobre as Políticas Municipais de Recursos Hídricos “Água e Cidadania”, no mês de junho será realizado o segundo talk-showsobre a renovação da outorga, no mês de agosto ocorrerão oficinas sobre Práticas Educativas, em setembro o penúltimo talk-show do Cantareira, em outubro os participantes serão capacitados sobre gerenciamento de resíduos sólidos, culminando no mês de novembro com a realização do Seminário de avaliação e premiação dos principais projetos desenvolvidos pelos munícipios nas Semanas da Água. 
Em dezembro, o Consórcio PCJ encerra as atividades do projeto, com a realização do quarto e último talk-show sobre a renovação da outorga do Sistema Cantareira, no qual serão reunidas as sugestões para a renovação da outorga num documento chamado de “Pacto pela Água”, que deverá ser entregue aos órgãos gestores responsáveis pela decisão quanto à renovação da outorga.
O Consórcio PCJ tem como meta em 2016, atingir 220 mil pessoas capacitadas pelo projeto, buscando dessa forma envolver mais a comunidade nas discussões de políticas públicas municipais voltadas à gestão de recursos hídricos, além de ampliar o debate da renovação da outorga do Sistema Cantareira, que impacta a disponibilidade hídrica das Bacias PCJ.
“A população tem de participar desse momento em que as políticas de recursos hídricos estão sendo debatidas com mais evidência devido à crise hídrica, como forma de construirmos um grande consenso que busque dar garantias para a disponibilidade de água futura para o abastecimento público, industrial e rural. Juntos na gestão da água”, disse Andréa Borges, gerente técnica do Consórcio PCJ.

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