quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O fato novo (... que era velho!)
Marcos Coimbra
Quem, nas duas últimas semanas, leu os colunistas dos “grandes jornais” (os três maiores de São Paulo e Rio) deve ter notado a insistência com que falaram (ou deixaram implícito) que as eleições presidenciais não estavam definidas. Contrariando o que as pesquisas mostravam (a avassaladora dianteira de Dilma), fizeram quase um coro de que “nada era definitivo”, pois fatos novos poderiam alterar o cenário.
Talvez imaginassem (desconfiassem, soubessem) que uma “bomba” iria explodir. Tão poderosa que mudaria tudo. De favorita inconteste, Dilma (quem sabe?) desmoronaria, viraria poeira.
Veio o fato novo: o “escândalo da Receita”. Durante dias, foi a única manchete dos três jornais. É muito? Certamente que sim, mas é pouco, em comparação ao auxílio luxuoso da principal emissora de televisão do país. Fazia tempo que um evento do mundo político não ganhava tanto destaque em seus telejornais. Houve noites em que recebeu mais de 10 minutos de cobertura (com direito a ser tratado com o tom circunspecto que seus apresentadores dedicam aos “assuntos graves”).
Hoje, passados 15 dias de quando “estourou” o “escândalo”, as pesquisas mostram que seu impacto foi nulo. A “bomba” esperada pelos que torciam pelo fato novo virou um traque.
Por mais que os “grandes” jornais tenham se esforçado para fazer do “escândalo da Receita” um divisor de águas, ele acabou sendo nada. Tudo continuou igual: Dilma lá na frente, Serra lá atrás.
Tivemos, nesses dias, uma espécie de dueto: um dia, essa imprensa publicava alguma coisa; no outro, a comunicação da campanha de Serra a amplificava, dando-lhe “tom emocional”. No terceiro, mais um “fato” era divulgado, alimentando a campanha com um novo conteúdo. E assim por diante.
Um bom exemplo: o “lado humano” da filha de Serra ser alvo dos malfeitores por trás do “escândalo”. Noticiado ontem, virou discurso de campanha no dia seguinte, com direito a tom lacrimejante: “Estão fazendo com a filha do Serra o mesmo que fizeram com a filha do Lula”.
Há várias razões para que a opinião pública tenha tratado com indiferença o “escândalo”. A primeira é que ele, simplesmente, não atingiu a imensa maioria do eleitorado, por lhe faltarem os ingredientes necessários a se tornar interessante. O mais óbvio: o que, exatamente, estava sendo imputado a Dilma na história toda? Se, há mais de ano, alguém violou o sigilo tributário de Verônica Serra e de outras pessoas ligadas ao PSDB, o que a candidata do PT tem a ver com isso? É culpa dela? Foi a seu mando? Em que sua candidatura se beneficiou?
A segunda razão tem a ver, provavelmente, com a dificuldade de convencer as pessoas que o episódio comprove o “aparelhamento do estado pelo PT” ou, nas palavras do candidato tucano, a “instrumentalização” do governo pelo partido. Será que é isso mesmo que ele revela?
Se a Receita Federal fosse “aparelhada” ou “instrumentalizada”, por que alguém, a mando do PT (ou da campanha), precisaria recorrer a um estratagema tão tosco? Por que se utilizaria dos serviços de um despachante, mancomunado com funcionários desonestos? Não seria muito mais rápido e barato acessar diretamente os dados de quem quer que seja?
Não se discute aqui se alguém quis montar um dossiê anti-Serra ou se ele chegou a existir. Sobre isso, sabemos duas coisas: 1) é prática corrente na política brasileira (e mundial) a busca de informações sobre adversários, que muitas vezes ultrapassa os limites legais; 2) o tal dossiê nunca foi usado. As vicissitudes da candidatura Serra ao longo da eleição não têm nada a ver com qualquer dossiê.
O próprio “escândalo” mostra que a Receita Federal possui sistemas que permitem constatar falhas de segurança, rastrear onde ocorrem e identificar responsáveis. É possível que, às vezes, alguém consiga driblá-los. No caso em apreço, não.
No mundo perfeito, a Receita é inexpugnável, não existem erros médicos na saúde pública, todos os professores são competentes, não há guardas de trânsito que aceitam uma “cervejinha”. Na vida real, nada disso é uma certeza.
Todos esperam que o governo faça o que deve fazer no episódio (e em todas as situações do gênero): investigue as falhas e puna os responsáveis. Ir além, fazendo dele um “escândalo eleitoral”, é outra coisa, que não convence, pelo que parece, a ninguém.
Fonte: recebido por e-mail.
Vale a pena assistir o video abaixo do Luís Nassif em uma palestra num evento sindical. Ele é longo, mas traz boa reflexão.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Pior que está fica, fica sim
por Eduardo Reina
O humorista Tiririca, candidato do PR a uma cadeira na Câmara Federal, foi um dos que mais arrecadou verba para a campanha eleitoral, segundo declaração ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Francisco Everardo Oliveira SIlva, o Tiririca, encheu o cofrinho com R$ 593,9 mil. Muitos colegas de partido ficaram com pouco dinheiro. O cantor Aguinaldo Timóteo, que também disputa uma vaga em Brasília, declarou ter recebido R$ 184 mil. Já o também humorista Juca Chaves, ou Jurandir Czaczkes Chaves, obteve apenas R$ 1,2 mil.
A verba de Tiririca foi praticamente toda bancada pelo partido, o PR. Foram R$ 516 mil, o que demonstra que a legenda aposta no humorista como puxador de votos.
Faça a compração com outros partidos e candidatos: O tucano Walter Feldman, segundo sua declaração ao TRE, conseguiu R$ 346 mil. Ivan Valente, do Psol, R$ 89,4 mil e o petista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da CUT, ficou com R$ 267,2 mil. E até o dinossauro Paulo Maluf (PP) ficou abaixo de Tiririca, com R$ 146,9 mil.
Fonte: Coluna Eduardo Reina (aqui)
Meus Comentários:
Realmente é muito triste ver essa aposta em candidatos puxadores de votos, que não tem intenção política nenhuma, geralmente alienados, e que os partido puxam apenas para conseguir os votos de protestos. Isso é fruto do resultado das eleições passadas, onde seres como Clodovil foram eleitos com grande votação.
Todos os partidos possuem um. O partido que milito, também tem um que no caso é o Marcelinho Carioca. Sou contra essa prática, pois ela aproveita a fraqueza política de muitos eleitores que vivem alienados ao que acontece, somente acompanham as denúncias e acham que dessa forma estarão "protestando"...
Neste caso, protestarão e acabarão elegendo péssimos candidatos como o Waldemar Costa Neto, neste caso.
Enquanto a educação não for uma meta incondicional, continuaremos vendo isso.
Compre o grandioso Kit Left Revolucionário
Cansado dessa sua vida política capitalista e vazia.... conheça este produto.
Seus problemas acabaram... realize seus sonhos.
Vídeo satirizando o Polishop produzido pelos alunos da Faculdade de Comunicação da UFRGS para disciplina Laboratório de Criação.
Fonte: Youtube (aqui)
ORDEM DO DIA
Em cima da hora mas segue...
ORDEM DO DIA
SESSÃO ORDINÁRIA 8 de Setembro
PLENÁRIO “VEREADOR VITÓRIO BORTOLAN”
I – Redação Final do Projeto de Lei n°200/10, de autoria do Prefeito Municipal, que altera dispositivo da Lei n°4.344, de 05 de Janeiro de 2009, que disciplina no Município de Limeira, a atividade de guardadores de veículos, e dá outras providências.
II – Redação Final do Projeto de Lei Complementar n°233/10, de autoria do Prefeito Municipal, que autoriza o Poder Executivo a realizar, anualmente, com todos os alunos da rede pública de ensino, concurso de redação com a temática "Brincar e aprender, trabalhar quando crescer", e dá outras providências.
III – Projeto de Lei nº201/10, de autoria do Vereador Raul Nilsen Filho, que obriga os estabelecimentos comerciais que vendem aparelhos celulares neste município a publicar panfleto informativo para divulgação de orientação a respeito do perigo causado pelas baterias dos aparelhos celulares e dá outras providências.
IV – Projeto de Resolução nº23/10, de autoria da Mesa Diretora, que autoriza a Câmara Municipal de Limeira a efetuar descontos nas folhas de pagamento de seus funcionários ativos, inativos e pensionistas, filiados ao Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais - SINDSEL, referentes aos convênios com este celebrado.
V – Projeto de Decreto Legislativo n°12/10, de autoria do Vereador José Farid Zaine, que concede o Diploma de Gratidão da Cidade de Limeira e Medalha de Mérito Cívico XV de Setembro, Ordem Tatuiby - à Corporação Musical Henrique Marques Pelos 150 Anos de Atuação no município de Limeira fortalecendo a nossa Cultura.
VI – Projeto de Lei nº245/10, de autoria do Vereador Carlos Eduardo da Silva, que dispõe sobre a implantação de sistema de segurança informatizado nas maternidades do município de Limeira, e dá outras providências.
VII – Projeto de Lei nº252/10, de autoria do Vereador Raul Nilsen Filho, que denomina Elizabete Matie Ogawa Bobice a Rua 04 do Jardim Piza, no município de Limeira.
VIII – Projeto de Lei nº253/10, de autoria do Vereador Raul Nilsen Filho, que denomina (menor) Clara Sayuri Ogawa Bobice a Rua 14 do Jardim Piza no município de Limeira.
IX – Projeto de Lei nº256/10, de autoria do Prefeito Municipal, que perpetua o nome do Vereador Marco Antônio Cover em uma das ruas, avenidas, praças ou logradouros públicos da cidade de Limeira e dá outras providências.
Agenda
Evento: Sessão Ordinária
Data: 8 de Setembro (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Plenário “Vereador Vitório Bortolan” (Rua Pedro Zaccaria, 70 – Jardim Nova Itália)
Colaborou o gabinete do vereador Paulo Hadich (PSB)
A importância do dia da Independência e o patriotismo brasileiro
Falar em defender a nação e orgulhar-se do senso de brasilidade soa como chavão e retrógrado. Para muitos, não passa de coisa antiga da época do curso de Moral e Civismo. O feriado do Dia da Independência não entoa mais o mesmo sentido que outrora. Mas será que não preservar o patriotismo não trará consequências para o Brasil?
Nasci na década de 1980 e quando entrei na escola, o governo já era civil novamente, mas toda quarta-feira cantávamos em grupo o Hino Nacional. Lembro-me daquela época, não como imposição, mas como o aprendizado do valor de ser brasileiro. Hoje, vemos que as crianças não passam mais por momentos como esses. Depois reclamamos do jogador de futebol que não sabe cantar o hino, mas quantos torcedores do outro lado sabem cantar?
Reclamamos que o brasileiro somente veste o verde e amarelo em época de Copa do Mundo, mas não valorizamos nenhum de nossos símbolos nacionais que são a Bandeira, o Hino, o Brasão e o Selo Nacional.
Temos que, enquanto sociedade, revalorizar esses aspectos, caso contrário, o Dia da Independência continuará sendo apenas mais um feriado para descansar e não trabalhar. Valorizar a educação é peça fundamental neste processo. Não se deve recriar a disciplina de educação moral e cívica, pois a escola já está cheia de prioridades não priorizadas, mas esses valores têm que ser transversais, ou seja, todas as disciplinas podem trabalhar esses aspectos enquanto ensina o conteúdo disciplinar normal de sua área.
Queremos crescer como nação. Queremos que o Brasil desponte como potência econômica, social e cultural, mantenedora da paz e que valoriza o seu povo e os outros povos. Mas para isso temos que aprender a criar essa condição que pode nos unir. Somente com essa condição, poderemos reivindicar o patriotismo frente à ética e a legalidade.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Para vc entender as dimensões de uma guerra.
Acostumamos a ouvir diariamente sobre conflitos no mundo e por isso nem prestamos muito mais a atenção.
No vide abaixo há uma compilação de todos os atentados a bombas no Afeganistão desde 2004.
Reparem como os números estão aumentando.
Detalhe: este video está atualizado até dezembro de 2009, portanto, seguindo a tendência e os noticiários, estão faltando muitos pontos ainda, infelizmente!
Fonte: Blog Forças Terrestres (aqui)
No vide abaixo há uma compilação de todos os atentados a bombas no Afeganistão desde 2004.
Reparem como os números estão aumentando.
Os pontos verdes não causaram ferimentos nem mortes;
Os amarelos causaram ferimentos;
Os vermelhos causaram mortes.
Detalhe: este video está atualizado até dezembro de 2009, portanto, seguindo a tendência e os noticiários, estão faltando muitos pontos ainda, infelizmente!
Fonte: Blog Forças Terrestres (aqui)
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