domingo, 27 de fevereiro de 2011

Frases da Semana.


'População é atacada por desmandos'

A Câmara de Limeira ... é uma despachante do Executivo.

"Tem que mudar a mentalidade das pessoas. A lei é boa, o problema são as pessoas. É muito fácil jogar culpa na lei. Ela funciona. Agora, se uma peça da engrenagem não funcionar, tudo para. Se as leis fossem aplicadas com rigor, seria diferente. Se as pessoas não tivessem telhado de vidro, não tivessem rabo preso, seria diferente."


Fonte: Trechos da entrevista com o promotor Cleber Masson  para o Jornal de Limeira (aqui)

Vamos lutar por uma nova Limeira.


Vereador questiona projeto de Félix que favorece só 1 setor com alíquota menor

O vereador Paulo Hadich (PSB) declarou ontem que apresentará, durante sessão da Câmara Municipal amanhã, três emendas que prometem reacender polêmica gerada recentemente em torno da cobrança do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS), em Limeira.

No ano passado, projeto do vereador que pretendia reduzir a alíquota do tributo no município em média de 4% para 2% - uma das mais caras da região - foi impedida de ser levada à votação após decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

As três emendas que Hadich pretende apresentar modificam texto de projeto do prefeito Silvio Félix (PDT) que reduz a alíquota do imposto de 4% para 2% para empresas de laboratório e análise sediadas no exterior. "Não entendi a finalidade dessa proposta e a sua exclusividade", comentou o vereador. Numa das emendas, ele pretende excluir o termo exterior do projeto.

Com uma segunda emenda, Hadich quer retomar o conteúdo da sua proposta original a respeito do assunto. Ela amplia o caráter de redução para todos os segmentos que pagam ISS. "Como já defendemos, a ideia é gerar desenvolvimento no município, diminuindo esta alta carga tributária promovida por esse imposto", assinala.

ÔNIBUS
Finalmente, com uma terceira emenda, o vereador pretende reduzir a alíquota das empresas que operam no transporte coletivo de Limeira de 5% para 2%. "A ideia é desonerar essa carga de tributo do setor, para que a situação se reverta para o usuário de ônibus", observa. Para Hadich, sem o ISS no patamar atualmente cobrado, as empresas podem retirar esse encargo das planilhas de custos e a tarifa deixaria de subir. A discussão desta emenda ocorre justamente agora no momento em que o governo Félix deverá autorizar reajuste na tarifa de ônibus.

Fonte: Jornal de Limeira (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS

Esse projeto do Paulo é realmente bem interessante. Limeira está, se considerarmos o tamanho populacional, entre Americana e Piracicaba.
Mas quando analisamos os as aspectos econômicos, é menor que Americana que é 30% menor.
E quando pensamos em aspectos sociais, tem números piores que Piracicaba que é 30% maior que Limeira.
Só há uma saída: mudar através de incentivos para o desenvolvimento que seja sustentável.
Projetos como esse vão em direção a esse anseio, mas se a população não buscar, continuaremos vendo Limeira atrasada e servindo a apenas uma classe política que vive às custas do povo, que não sai do lugar. 
Se queremos mudar, temos que nos organizar.

JL apresenta amanhã Conselho de Leitores

A primeira reunião do Conselho de Leitores 2011 do Jornal de Limeira ocorrerá amanhã, às 19h30 na sede do JL.
Os dez conselheiros escolhidos (veja quadro) terão a oportunidade de discutir e sugerir pautas, apontar erros e acertos e participar de uma maneira mais ativa na elaboração do Jornal.

No primeiro encontro, os conselheiros serão recebidos com uma recepção e visita a empresa, além de apresentação do projeto. As reuniões serão comandadas pela jornalista Paula Martins, com participações dos repórteres do JL.
Segundo o editor executivo do JL, Murilo Biagioli, a iniciativa vai além de aproximar o jornal e seus leitores. "É a oportunidade de fazermos um jornalismo mais comunitário e de serviço, voltado às expectativas e exigências de um público que analisa a cidade com olhar crítico e busca o que todos queremos, o desenvolvimento do município com uma administração pública pautada pela moralidade e com uma aplicação consciente do dinheiro do contribuinte."

Outro aspecto que ele destacou é o fato de o leitor pode participar ainda como uma espécie de ombudsman, apontando erros, acertos e sugestões para melhorar o conteúdo, sem esquecer do importante papel social do jornalismo, pautado pela fiscalização e democratização da informação.
As reuniões serão mensais no auditório do JL, às segundas-feiras, a partir das 19h30 com a duração de duas horas.

Conselho de Leitores Jornal de Limeira 2011

LIMEIRA:
* Florisa da Silva Primo, 56 anos, dona de casa.
* Mário Octávio de Araújo, 21 anos, operador de radar e árbitro de futebol.
* Alberto Tadeu dos Santos Maka, 48 anos, gestor público.
* Luiz Polins, 70 anos, aposentado.
* Ariadne Francisca Carrera Miguel, 75 anos, pedagoga e museóloga.
* José Laércio Baraldi Júnior, 27 anos, comerciante.
* Monica Catelli Rocha, 55 anos, aposentada.
* Tiago Valentim Georgette, 27 anos, gestor ambiental.

IRACEMÁPOLIS
* Leovegildo Rodrigues de Souza Júnior, 61 anos, advogado.

CORDEIRÓPOLIS
* Denis Suidedos, 25 anos, estudante.

Fonte: Jornal de Limeira (aqui)

Ordem do Dia - 6ª Sessão Ordinária - 28/02/11

Ordem do Dia - 6ª Sessão Ordinária

I – Projeto de Lei nº303/10, de autoria do Vereador Eliseu Daniel dos Santos, que altera a Lei Municipal n°4.268, de 31 de março de 2008, alterada pela Lei n°4.393 de 03 de julho de 2009, que dispõe sobre a instalação de mensagens publicitárias no município de Limeira.

II – Projeto de Lei n°320/10, de autoria da Vereadora Iraciara das Dores Bassetto Barollo Sagioro, que dispõe sobre expedição de alvará de funcionamento para circos, parques de diversões, eventos e similares e dá outras providências.

III – Projeto de Lei Complementar n°350/10, de autoria do Prefeito Municipal, que altera a Lei Complementar nº484, de 17 de setembro de 2009.

IV – Projeto de Lei nº347/10, de autoria do Vereador Silvio Marcelo Francisco Brito, que inclui no Calendário Oficial de Eventos do município de Limeira a Feira Expoliart (Exposição Limeirense de Artesanato).

V – Projeto de Lei Complementar n°360/10, de autoria do Prefeito Municipal, que cria a Coordenadoria Municipal de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal e dá outras providências.

VI – Projeto de Lei n°23/11, de autoria do Prefeito Municipal, que acrescenta ação ao Plano Plurianual e à Lei de Diretrizes Orçamentárias, e solicita autorização para abertura de Crédito Adicional Especial até o limite de R$ 850.000,00 (oitocentos e cinqüenta mil reais) para os fins que especifica.

VII – Projeto de Lei Complementar nº8/11, de autoria do Prefeito Municipal, que autoriza o Poder Executivo Municipal a conceder o benefício de redução de alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN e dá outras providências.

VIII – Projeto de Decreto Legislativo nº2/11, de autoria da Vereadora Nilce Segalla e outros, que altera o Decreto Legislativo n° 23/2010 que concede homenagem pelo Dia do Guarda Municipal, aos Guardas que prestaram relevantes serviços sociais e assistenciais à sociedade, nos termos da Resolução 345/08.

IX – Projeto de Lei n°30/11, de autoria do Prefeito Municipal, que solicita abertura de Dotação Orçamentária na Lei Orçamentária Anual e Autorização para abertura de crédito Adicional Especial até o Limite de R$1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais), para os fins que especifica.

X – Projeto de Lei n°31/11, de autoria do Prefeito Municipal, que solicita abertura de Dotação Orçamentária na Lei Orçamentária Anual e Autorização para Abertura de Crédito Adicional Especial até o Limite de R$250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais), para os fins que especifica.

Evento: 6ª Sessão Ordinária

Data: 28 de Fevereiro (segunda-feira)

Horário: 18h

Observação: pauta enviada pelo gabinete do vereador Paulo Hadich (PSB)

Padre Valdinei, que vem fazendo a diferença

por Ricardo M. Galzerano

O padre Valdinei Antonio da Silva, 39 anos, é uma pessoa que, logo ao primeiro contato, se sente ser alguém diferenciado. Culto, vivido, articulado, sempre com um sorriso nos lábios, percebe-se claramente por que ele, rapidamente, caiu nas graças de sua comunidade onde hoje é ouvido, respeitado e seguido em suas pregações e conselhos por milhares de fiéis. Fiéis, aliás, que vêm dos quatro cantos da cidade para ouvir suas mensagens.

Nos últimos dois anos, em função de sua atuação pastoral, Valdinei vem acumulando homenagens: foi laureado com o Troféu Força da Raça, em Campinas, com a Comenda Cruz do Mérito pela Câmara Brasileira de Cultura, em São Paulo, e com as medalhas do Mérito Palmares, e Hebert de Souza, em Limeira.
Fui conhecê-lo na semana passada na sede de sua paróquia, a Igreja de Santa Isabel, no Parque Hipólito, zona leste de Limeira. Acompanhe um pouco de sua trajetória:

Gazeta – Fale-nos um pouco, padre, de sua vida pregressa.
Valdinei – Nasci no sul de Minas, em Lavras. Fui criado num pequeno povoado próximo, chamado Itumirim, com cerca de três mil habitantes.

Gazeta – Seus pais eram o quê? Lavradores?
Valdinei – Meu pai era soldador e minha mãe cuidava do lar. Tive uma infância tranquila, de moleque, de brincar na rua. Minha vida tem uma curiosidade: logo quando fiz seis anos, meu pai mudou de emprego e começamos a mudar de cidades. Mesmo em Minas, moramos em várias cidades. Quando fiz a primeira série, estávamos em Conselheiro Lafaiete. Dali fomos para Água Mansa, quando meu pai estava trabalhando na obra do aeroporto de Confins, que é o aeroporto internacional de Belo Horizonte. Ali estudei até a quarta série. Depois nos mudamos para o Espírito Santo, para a cidade de Anchieta. Lá estudei num colégio de freiras, onde cursei as quinta, sexta, sétima e quase o final da oitava séries.

Gazeta – Daí mudaram-se novamente?
Valdinei – Pois é. Por conta de sua profissão, fomos morar bem longe, no interior do Pará. Lá terminei a oitava série. Voltamos para o Espírito Santo, fui para o Rio de Janeiro onde concluí o ensino médio em Arraial do Cabo, a cidade mais bonita do mundo (risos). Pelo menos, o pessoal que mora lá fala isso. Muitos desses comerciais de TV, de carro, de creme dental, são feitos lá, pela beleza do mar, do local.

Gazeta – Mudar-se tanto assim na infância e na adolescência foi bom ou foi ruim para você?
Valdinei – Creio que foi bom. Fez com que eu me tornasse uma pessoa muito expansiva, que tem facilidade para fazer amizades com as pessoas, graças a Deus. Acho também que foi bacana para mim, pois vi, nessas minhas andanças, muitas maneiras diferentes de viver do povo brasileiro. Essas mudanças todas me fizeram ser uma pessoa diferente, no sentido de estabelecer relacionamentos com terceiros de maneira rápida. Sem querer fazer comparações, longe de mim essa pretensão, esse tipo de postura era algo comum aos santos, que era viver o dia de hoje como se fosse o primeiro e último. Pois você nunca sabe o que vai acontecer. Porque eu ficava seis meses morando numa cidade, depois ia para outra. Ou eu criava laços rapidamente com as pessoas e estabelecia uma vivência com elas ou iria me isolar.

Gazeta – Já na infância e na adolescência você sentia a vocação sacerdotal?
Valdinei – A minha vocação começou por volta dos 14, 15 anos. Um dia, eu frequentava uma igreja pequenina, Nossa Senhora dos Remédios, em Arraial do Cabo. Passei a conheci um grupo de jovens que trabalhavam na paróquia. Logo me envolvi com eles nesse trabalho. E começamos a fazer encontros para jovens. Montávamos encontros para 500 pessoas, corríamos atrás de estrutura, arrumávamos música, banda, palestrantes, gente para cozinhar, ganhávamos os alimentos. E a coisa foi se espalhando para as cidades vizinhas. Aquilo começou a me fascinar. Percebíamos as necessidades de muitos e fomos trabalhar com comunidades carentes. Fomos dar aula de reforço escolar para as crianças. E percebemos que as famílias, mesmo com o pouco que ganhavam, gastavam mal, compravam tudo de uma vez, não sabiam pesquisar, procurar melhores preços. Não tinham economia doméstica. Fomos então aprender pouco de economia, de planejamento, para ensinar a eles, fazíamos bazares para não deixar que faltasse roupa a eles. Ali, já então com 17 anos, senti com clareza que queria ser padre. Mas aí nos mudamos novamente.

Gazeta – De novo? Para onde?
Valdinei – Para uma cidade chamada Alegre, perto da terra de Roberto Carlos, Cachoeiro de Itapemirim, interior do Espírito Santo. Logo que cheguei lá, procurei o padre, comecei a participar da liturgia, dos trabalhos da igreja. E me envolvi com um movimento criado por Chiara Lubich, chamado Movimento dos Focolares, que me ajudou muito. O Movimento dos Focolares, em síntese, começou em 1949, na Itália devastada após o término da Segunda Guerra Mundial. Daquela experiência que lá nasceu, de viver por completo o Evangelho, a coisa foi crescendo, atraindo pessoas, se espalhando pelo mundo. Uma das características mais interessantes deste movimento é que ele trabalha muito o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. E aí nos mudamos de novo (risos). Fomos para Divinópolis.

Gazeta – Antes de ir para a área sacerdotal, você teve algum tipo de trabalho, de atividade profissional?
Valdinei – Tive. E como ! Aos 10 anos, eu vendia picolé. Aos 12 anos, já estava ajudando num escritório de contabilidade. Aos 14 anos, fiz corretagem de imóveis. Aos 16, estava numa loja vendendo eletrodomésticos. Depois, trabalhei em malharia, em indústria de algodão. Já em Divinópolis, fui ser bancário, no antigo BEMG, onde fiz concurso, passei e fiquei lá seis anos. Neste período, estudei Direito. Quando terminei a faculdade, o BEMG foi privatizado, virou Itaú. Ofereceram-me uma transferência, não aceitei. Não aceitando, sabia que ia ser demitido. E fui. Mas isso para mim foi bom: montei minha banca de advocacia, fui advogar. Fiz um pouco de tudo na advocacia. Mas me apareciam mais causas cíveis, casais querendo se separar. E eu fazia tudo para que eles não se separassem, conversava, orientava. E em muitos casos dava certo, acontecia a reconciliação. Foi assim, definitivamente, que ficou claro para mim que eu estava bem, que estava feliz, que eu teria uma boa carreira como advogado. Mas eu queria fazer outra coisa: reuni minha família e falei que iria para o seminário, que queria mesmo ser padre.
Fui então estudar filosofia com os jesuítas. Vinham teólogos renomados dar conferência na escola, era algo fascinante! Foi um ano extraordinário. Como já tinha curso superior, após um ano de filosofia pude estudar teologia.
Vim para Campinas onde fui acolhido na PUC. Sentindo falta de contato mais próximo com o povo, conversei com o padre Wilson De Nadai (logo depois ele virou reitor da PUC) e ele me disse uma coisa extraordinária: “não é falta de vocação o que você está sentindo, você apenas está no lugar errado. Troque de lugar”. Fui então falar com o padre Paulo Sérgio, que trabalhou aqui na Sagrada Família. E gostei muito quando ele falou aqui, de Limeira.

Gazeta – Qual foi então o próximo passo?
Valdinei – Procurei então dom Ercílio Turco, conversamos bastante e ele abriu as portas da Diocese de Limeira para mim. Isso foi no final de 2001. Ingressei aqui na Diocese em 2002.

Gazeta – Ingressou como?
Valdinei – Ingressei como seminarista no segundo ano de teologia. Nos últimos três anos, continuei estudando em Campinas mas sendo seminarista de Limeira. Fiz meu estágio pastoral em Iracemápolis por dois anos, padre Edson Tagliaferro me ajudou muito. Depois trabalhei com o padre Arlindo De Gaspari seis meses, fui diácono e me tornei padre. Isso em janeiro de 2005.

Gazeta – Já como padre, qual foi sua trajetória em Limeira?
Valdinei – Trabalhei um ano na Paróquia Sagrada Família. Depois fui para Artur Nogueira onde fiquei um ano. Foi quando me ofereceram voltar para cá. Vim direto para a Santa Isabel, onde já estou há quatro anos. No final de 2007, a Santa Isabel se tornou uma paróquia.

Gazeta – E como é atuar aqui?
Valdinei – A comunidade aqui é muita viva, muito atuante. Fui bem acolhido, passei a dialogar rapidamente com a sociedade. E o trabalho social aqui também é muito forte.

Gazeta – Como?
Valdinei – Temos profissionais que nos ajudam através do trabalho no dispensário. São psicólogas, voluntários que ajudam no reforço escolar dos jovens, uma série de atividades.

Gazeta – E qual é o maior problema da comunidade como um todo?
Valdinei – A droga, com certeza. Não só aqui como em toda parte. A droga está associada à baixa autoestima, a uma versão equivocada de vida. Porque quem entra na droga geralmente são aquelas que acham que a vida lhes negou alguma coisa. E a pessoa vai buscar refúgio dentro de um ideal totalmente ilusório, que é a droga, onde a pessoa não encontra nada. Só destruição da própria vida, cada vez mais.

Gazeta – Como mudar isso?
Valdinei – Não é fácil. É tentar fazer as pessoas entenderem que o que move o ser humano para frente é o desejo constante de buscar sempre novos objetivos, novos horizontes.
Buscamos, mesmo dentro das limitações de espaço que temos fazer interação da igreja com as escolas de nossa região. Fizemos parcerias importantes, como a com o Senac, por exemplo, e trouxemos para cá o PET, que é o Programa de Educação do Trabalho, para nossos adolescentes que chegam totalmente perdidos, indisciplinados e, em questão de duas semanas, eles já mudaram drasticamente para melhor. São aulas ministradas para que tenham uma base para uma vida melhor, para ajudar a própria comunidade a progredir. Temos aulas de capoeira, dança, oficinas de artesanato, há salas de inclusão digital, professores que ensinam gratuitamente noções básicas de inglês e espanhol.

Gazeta – Parece que o seu trabalho aqui já ultrapassou fronteiras...
Valdinei – Pois é. Já fui convidado para ir até a Assembleia Legislativa, já estiveram aqui deputados estaduais e federais para conhecer o trabalho do nosso dispensário. O dispensário trabalha no município com as famílias que recebem o Bolsa-Família, com assistentes sociais contratadas dentro de um programa para preparar, para capacitar essas famílias para gerar rendas próprias e não necessitarem mais da ajuda governamental. Temos vários outros profissionais que nos ajudam voluntariamente.

Gazeta – Você vê que está havendo uma melhoria da sociedade brasileira de uma forma geral? Ou os ganhos econômicos dos últimos anos não vêm sendo acompanhados de ganhos morais, éticos, espirituais por parte do cidadão brasileiro?
Valdinei – Percebemos essa falta de sintonia entre o ter e o ser na sociedade de hoje. As pessoas estão tendo dificuldade de relacionamento, de cuidar da parte espiritual. Porque um bem-estar financeiro pode ajudar, mas não é suficiente para o ser humano crescer, evoluir, ser mais feliz. As pessoas trabalham mais, em dois períodos, estudam à noite e muitas vezes se esquecem, deixam de lado a parte religiosa, a parte espiritual. Isso também é motivo de tanta infelicidade e discórdia entre as pessoas. O segredo para uma vida feliz e harmoniosa é o equilíbrio.

Fonte: Gazeta de Limeira (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS

Padre Valdinei foi o primeiro assessor da Pastoral da Juventude no tempo em que fiz parte da coordenação da PJ na Diocese de Limeira.
Homem de garra e de bom coração. Líder, mas com grande coração quando necessário.
Justa homengame essa reportagem que a Gazete fez sobre ele.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Prédio no Centro continua abandonado

Prefeitura diz que o local receberá um shopping popular

O prédio da Machina São Paulo - que deve abrigar o Shopping Popular -, na região central de Limeira, foi uma das primeiras aquisições feitas pelo governo Silvio Félix (PDT), em seu primeiro mandato.

Após vários anúncios, até de que o Mercado Modelo seria transferido para o local, nenhum projeto foi concretizado. As obras no antigo prédio começaram recentemente e nas últimas chuvas, parte do muro do prédio chegou a cair.

Matérias publicadas no Jornal de Limeira, em 2006, mostravam que o prefeito Silvio Félix sinalizava que o Mercado Modelo poderia ser transferido para o prédio da Machina São Paulo para solucionar os problemas enfrentados pelos lojistas com as enchentes. A mudança não foi aceita pelos comerciantes e o prédio continuou sem função (e sem reformas). O único reparo foi feito em outra parte do imóvel, onde funciona a Central de Ambulâncias.

Em 2008, o atual governo apresentou um projeto orçado em R$ 8 milhões para a construção de um megacentro comercial no prédio subutilizado. O projeto ambicioso contava com a construção de 70 lojas em espaço destinado para açougue, casa de ração, roupas e eletrônicos. A previsão da prefeitura, na época, era de que o centro comercial começasse a funcionar no mesmo ano.

Inclusive, a área seria revitalizada. A administração pública iria fazer um calçamento moderno, plantar árvores e construir um espelho d'água. No mesmo ano, o Jornal publicou uma matéria sobre a empresa que teria vencido a licitação. O valor não foi informado na época pela prefeitura, mas deveria estar entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão.

E conforme o setor de licitações, o próximo passo seria esperar o prazo para recursos e, em seguida, homologar a contratação da empresa vencedora. A expectativa da prefeitura era de que as obras começassem em, no máximo, 60 dias.
Nada foi feito e a área continuou a espera de uma revitalização. Em novembro de 2010 finalmente começou o restauro do prédio que abrigará o centro comercial anunciado em 2008.

PROMESSAS
A prefeitura informou através de sua Assessoria de Comunicações, que atualmente a obra está em andamento, preservando o aspecto de como era o prédio na época da empresa. "A queda de uma parede, devido às chuvas, não afetou as obras. O restauro será feito ao longo da obra do shopping."

Ainda conforme a administração municipal, também estão sendo desenvolvidos os projetos estruturais, como hidráulico, elétrico e de segurança contra incêndios.
A obra estrutural deve ter início dentro de 30 dias e deve ser concluída até outubro deste ano. No projeto, o shopping terá quatro níveis, cada um com praça de alimentação e lojas diversas.

Fonte: Jornal de Limeira (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS

Esse plano da Prefeitura é prática corrente: lança um monte de promessas, das mais simples às mais loucas, como a obra da torre.

Aí, não cumpre quase nada e para tapar o buraco, vai lançando outras promessas no ar!

E muitos limeirenses acreditam. Limeira fica atrasada e a região se desenvolve...

Absurdos em Limeira...

Será que o Alckmin atendeu o prefeito com a mesma má vontade que o Serra nesta foto?


FÉLIX, O INTERNAUTA
Prefeito Silvio Félix (PDT) deu um "up" em se blog. Colocou várias postagens nos últimos dias. E com direito a fotos.

LEGAL PARA ELES
Entre os assuntos abordados no blog, a visita do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em Americana (na foto ambos estão juntos). O tucano participou do lançamento de uma empresa coreana naquela cidade muitos empregos vão ser gerados por lá (só por lá...). Bom, de qualquer forma, Félix escreveu que fez contatos com o governador e que o convidou para conhecer empresas de Limeira (!!!). Sem mais comentários.

LEGAL PARA NÓS
Outra postagem do prefeito (que traz a foto dele dando as mãos ao juiz Luiz Augusto Barrichello Neto) é sobre uma iniciativa muito positiva: por meio de um convênio entre a prefeitura e a Justiça, pessoas condenadas a prestar serviços comunitários vão agora realizar trabalhos pelo fim da pichação. Sentenciados vão fazer a repintura de prédios públicos.

VARIADOS ASSUNTOS
Félix também postou sobre as reformas que estão sendo feitas no antigo prédio da Humanitária - o Centro de Saúde da Criança será transferido para lá -, e também sobre o programa que ele faz aos sábados, na Rádio Educadora, onde ele atende a população.

NA MENTE 1
O prefeito jamais falará sobre isso oficialmente, mas o fato é que nele esta muito preocupado com o desdobramentos do caso merenda.

Fonte: trecho da coluna Vai e Vem do Jornal de Limeira (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS:

Fico imaginando o governador chegando em Limeira para conhecer as novas empresas e, revoltado, questionando o prefeito: "Você me convidou pra ver o quê? Afinal, não há nada de novo!. Pô, Sílvio, enganar o povo vai, mas enganar o governador é sacanagem hein. Depois reclama que eu não venho!"

Ou o prefeito poderia convidá-lo para conhecer a placa na Anhanguera da indústria Poty, pois indústria não há!!!