quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os devaneios de nossa Câmara.

É DEMAIS

Na sessão da última segunda-feira, vereadores apresentaram projetos muito inusitados. Algo, digamos, surreal.

SEM FOME

Farid Zaine (PDT) - como detalha a repórter Renata Caram nesta edição - quer dar desconto de até 50% em restaurantes para pessoas que fizeram cirurgia de redução de estômago.

CUIDADO! PERIGO!

Já Almir Pedro dos Santos (PSDB) é autor de proposta que proíbe a utilização de plantas venenosas em projetos paisagísticos de ambientes públicos. E olha só a justificativa dele: "elas são bonitas, encantadoras e perigosas. Pouca gente sabe, mas existem plantas em praças, canteiros públicos e até no quintal de casa que de inofensivas não têm nada. A inimiga íntima pode conter substâncias tóxicas que, se absorvidas pelo corpo humano, podem ocasionar alergias, problemas cardíacos e levar à morte". Então, tá!

SEM ACIDENTES

Carlinhos Silva (PDT) apresentou o projeto de lei que prevê a fixação, em estabelecimentos que vendam bebida alcóolica, de avisos que estimulem o uso de táxi. Se a lei for aprovada, esses locais deverão afixar placas com os dizeres: "Se for beber, vá de táxi". "Com esta lei, estaremos valorizando os taxistas de nossa cidade e também preservando a vida dos jovens", cita o parlamentar. Estabelecimentos que não cumprirem a norma, pagarão multa de R$ 820.

PALESTRAS

Acontece hoje, no Legislativo de Limeira, o 1º Seminário de Economia Solidária e as Condições de Trabalho no Setor de Semijoia, Bijuterias e Folheados. O encontro será às 19h30 e é aberto ao público. A iniciativa é da comissão de vereadores que estudam o trabalho informal nesses segmentos de mercado.

POR UM FLASH

Hoje é dia que papagaios de pirata de todos os tipos vão aparecer em mais uma visita do governador Serra a cidade. Haja paciência...

ARMAS E ÁRVORES

Vereadora Nilce Segalla (PTB) quer implantar nas escolas de Limeira a campanha: "troque sua arma de brinquedo por uma bola". Em um outro projeto, ela também sugere que o município forneça uma muda de árvore a cada nascimento de bebê registrado em hospitais da cidade. A muda deverá ser entregue aos pais em até 90 dias após o nascimento da criança.

ESPORTISTA

Primeira-dama Constância Félix desceu de rapel ontem, durante treinamento de guardas femininas. E chamou a atenção dos presentes.

Fonte: editorial do Jornal de Limeira

Meus comentários

Não aguento mais ver esses projetos de lei propondo ninharia perante as necessidades de Limeira.
É projeto de lei pedindo para dar copo descartável, é projeto de lei pedindo plaquinha no fundo de sala, é projeto de lei querendo desconto para quem come menos... mas fiscalizar o Poder Público --> NADA.
Por exemplo, o Ministério Púbico está com um monte de questionamentos sobre as licitações e o que a Câmara, salvo três vereadores (Hadich, Ronei e Botiom) estão fazendo: NADA!!!
Parece que estão legislando para a Zurique ou outro município com ótima qualidade de vida... para mim, esses projetos de leis são muito mais uma forma de esvair o senso de mediocridade provocado pela entrega do seu poder para o Poder Executivo. Falar amém para tudo que vem do edifício Prada deve doer...!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cordel da Baixaria.


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

* * *

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.

Fonte: recebido por e-mail

Frase DEMoníaca!

Interessante:





Fonte: Blog do Josias.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Lula ainda não enxergou a dimensão do caso Arruda.



Em dezembro do ano passado, no alvorecer do panetonegate, Lula desdenhara dos vídeos que esfregaram na cara do país os flagrantes de entrega de propinas.



“As imagens não falam por si”, dissera o presidente. Para ele, era preciso esperar pelo término das investigações.



“Aí você pode fazer juízo de valor. E mesmo assim quem vai fazer é a Justiça”.



Nesta quinta (11), ao ser informado de que o STJ decretara a prisão de José Roberto Arruda, Lula disse, segundo seus auxiliares, o seguinte:



“Essa situação não é boa para o país nem para a consciência política brasileira”. Lula acrescentou: “Ninguém é sádico, ninguém está feliz”.



O Lula de dezembro estava errado. Os vídeos do escândalo –meias, cueca, bolsa, as mãos de Arruda apalpando a grana— não falavam por si. Eles gritavam.



O presidente de agora está, de novo, equivocado. A prisão do governador ajuda, sim, na formação da consciência política do brasileiro.



Lula pode não estar feliz. Mas a platéia, mesmo o pedaço dela que não cultiva o hábito do sadismo, ri de orelha a orelha.



Pela primeira vez, o brasileiro que financia a bilheteria vê o Judiciário chutar o pau da lona do circo. A decisão do STJ teve o efeito de uma lavada de alma.



Sabe-se que Arruda não será hóspede do PF’s Inn por muito tempo. A prisão do governador, por preventiva, vai durar pouco.



Mas, ainda que que o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, devolva Arruda ao meio-fio nesta sexta (12), o pernoite do governador na PF não terá sido em vão.



No Brasil, como se sabe, o crime é nosso vizinho. Mas a Justiça mora muito longe. A prisão de Arruda, ainda que curta, serve como lenitivo diante do descalabro.



A desfaçatez de Arruda como que avisa ao eleitor: Pô, cara, vê se vota direito. Você não achou o seu voto no lixo.



De resto, o constrangimento imposto ao governador adverte aos políticos: A maré está virando, meu caro. Conte até dez antes de roubar.



No Brasil, acima de um determinado nível de renda, ninguém é culpado de nada.



No universo da política, costuma-se atribuir a culpa pelas grandes delinquências a Brasília.



O regime do "separa aí os meus 15%, os meus 30%" teria começado com a chegada das máquinas das grandes empreiteiras ao cerrado.



Sempre se disse que aquela ilha, rodeada de coisa nenhuma, daria errado. Era como se Brasília convidasse ao delito.



A ausência de multidões seria um estímulo à "propinocracia". Não haveria quem gritasse "pega ladrão". A falta de esquinas facilitaria a fuga.



Arruda reforçou o estereótipo, levando-o ao paroxismo. Mineiro, o governador fez-se politicamente em Brasília.



O comportamento bandido que revelara no caso da violação do painel do Senado já indicava que algo de muito errado se passava com ele.



Era como se o excesso de luz de Brasília lhe tivesse vazado os olhos. O ar seco da cidade invadira-lhe as narinas. E Arruda enlouquecera.



Eleito governador, Arruda não conseguiu administrar a própria loucura. Esqueceu de maneirar.



A prisão serviu para demonstrar que o problema não está em Brasília. Ou, por outra, a culpa é da Brasília que Arruda e seus comparsas trazem enterrada dentro deles.



A prisão talvez ajude a acordar o eleitor, levando-o a perceber que elegeu não um governador, mas um político que adota um estilo Brasília de vida.



Esse modo Brasília de viver pode ser encontrado em qualquer lugar. Às margens do Paranoá ou do Tietê. No Brasil ou nas Ilhas Fiji.



A novidade embutida na decisão do STJ é a interrupção da impunidade. Pode ser mero recesso. Mas faz um bem inominável.



Injeta na alma do observador cansado uma felicidade inaudita. Lula ainda não enxergou, mas, exceto pelos malfeitores, todo mundo está feliz.

Observação: os grifos são meus.

Fonte: Blog do Josias

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Alteração da voz com gases.

Muito interessante esse video. Ele mostra as alterações que os gases provocam na voz humana. Isso acontece por causa da variação de peso dos gases em relação ao peso do ar atmosférico.

No primeiro a voz fica fina porque o hélio é 6 vezes mais leve que o ar e no segundo ele utiliza o hexafluoreto de enxofre que deixa a voz mais grossa.





Fonte: Youtube

Você sabe qual a semelhança entre a bunda de um cavalo e os Ônibus Espaciais dos EUA?




Aqui está o mais puro exemplo de como temos, muitas vezes, de nos adaptar a atitudes tomadas no passado:


A bitola das ferrovias (distância entre os dois trilhos) nos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.

Por que esse número "mágico" foi utilizado?
Porque era esta a bitola das ferrovias inglesas e como as americanas foram construídas pelos ingleses, esta foi a medida utilizada.

Por que os ingleses usavam esta medida?
Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que construíam as carroças, antes das ferrovias, e se utilizavam dos mesmos ferramentais das carroças.

Por que das medidas (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?
Porque a distância entre as rodas das carroças deveria servir para as estradas antigas da Europa, que tinham esta medida.

E por que tinham esta medida?
Porque essas estradas foram abertas pelo antigo Império Romano, quando de suas conquistas, e tinham as medidas baseadas nas antigas bigas romanas.

E por que as medidas das bigas foram definidas assim?
Porque foram feitas para acomodar dois traseiros de cavalos!

E, finalmente...
O ônibus espacial americano, o Space Shuttle, utiliza dois tanques de combustível sólido (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol, em Utah. Os engenheiros que os projetaram queriam fazê-lo mais largo, porém, tinham a limitação dos túneis das ferrovias por onde eles seriam transportados, os quais tinham suas medidas baseadas na bitola da linha.

Conclusão:

O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia acaba sendo afetado pelo tamanho da bunda do cavalo da Roma antiga.

Corolário:
Existem várias empresas de liderança tecnológica que também tem um monte de coisas definidas por bundões...