quinta-feira, 22 de abril de 2010

Você sabe o que o Maluf fez na Ditadura? Ele apoiava a ditadura e hoje se diz democrata. Estranho não



O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ofereceu hoje denúncia à Justiça Federal contra o ex-governador de São Paulo, deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) por ocultação de cadáveres durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Além dos dois parlamentares, foram denunciados em duas ações civis públicas o ex-prefeito da capital paulista Miguel Colasuonno, o médico legista e ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo Harry Shibata, e o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal Fábio Pereira Bueno.

O MPF-SP requer na Justiça, que os cinco percam suas funções públicas e o direito à aposentadoria, bem como sejam condenados a reparar danos morais coletivos, mediante indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um. Por se tratar de ações civis públicas, a iniciativa não ameaça os mandatos de Tuma e Maluf, protegidos pela Constituição Federal. A procuradora responsável pelo caso, Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, propôs que as indenizações sejam revertidas em medidas que preservem a memória das vítimas da ditadura.

Nas ações entregues à Justiça, o MPF-SP afirma que desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, na capital paulista, de forma "ilegal" e "clandestina", com a participação do IML e da Prefeitura de São Paulo. Segundo a procuradora, ambos contribuíram para que as ossadas permanecessem sem identificação em valas comuns dos cemitérios e atestaram falsos motivos de morte a vítimas de tortura. De acordo com a denúncia, o legista Harry Shibata teria ocultado os reais motivos dos óbitos de inúmeros militantes políticos, como, por exemplo, do jornalista Vladimir Herzog.

O MPF-SP aponta que Paulo Maluf, quando era prefeito, ordenou a construção do cemitério de Perus. De acordo com as ações, algumas valas do recinto tinham quadras marcadas específicas para receber a ossada de "terroristas". Os documentos entregues à Justiça apontam ainda que o projeto original do cemitério previa um crematório, mas a Prefeitura desistiu após a empresa contratada ter estranhado o plano, que não previa um hall para orações. De acordo com o MPF-SP, o governo municipal chegou a fazer sugestões buscando mudar a legislação para dispensar a autorização da família para realizar procedimento, o que possibilitaria que indigentes fossem cremados.

As denúncias salientam ainda a participação nas operações de agentes do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o Deops, órgão estadual de repressão que teve como chefe o atual senador Romeu Tuma. Segundo o MPF-SP, há documentos que comprovam a ocorrência de interrogatórios "sob tortura" na instituição e que demonstram que Tuma tinha conhecimento das várias mortes ocorridas sob a tutela de policiais do Deops, mas não as comunicou aos familiares dos mortos.

As ações civis públicas oferecidas hoje pelo MPF não são as primeiras que procuram responsabilizar o Estado pela ocultação da ossada de perseguidos políticos. No Distrito Federal tramita ação, com atuação do MPF-DF e do MPF-PA, para identificar guerrilheiros e moradores da região do Araguaia, mortos na ofensiva do governo para exterminar a guerrilha na década de 1970. No Rio Grande do Sul, o MPF pediu a abertura de inquérito para que sejam apuradas as reais circunstâncias da morte do presidente João Goulart, na Argentina, em 1976.

"Depois de 39 anos, abordar de forma leviana um assunto dessa natureza é no mínimo uma acusação ridícula", disse Maluf, em nota. A reportagem procurou Tuma, mas o senador estava em voo. Segundo sua assessoria, Tuma ainda não recebeu informações sobre a denúncia.

Fonte: CMI Brasil - Centro de Mídia Independente. Charge Angeli.

Basta de Políticos Safados!



Fonte: TV PJ Sul1

Projeto de Belo Monte ganha "finale" digno do regime militar

CLAUDIO ANGELO


Há uma dissociação entre a imagem do presidente Lula nos jornais desta terça-feira, afagando uma criança indígena em Roraima, e a ação da Advocacia-Geral da União no mesmo dia para garantir justamente que os índios fossem atropelados e que a usina de Cararaô fosse construída. Aparentemente, o socioambientalismo do governo acaba onde começam o PAC e a eleição de Dilma Rousseff.

O atropelo foi só mais um da série que viabilizou Belo Monte, a começar da licença prévia tratorada sobre o parecer técnico do Ibama contrário à obra. Um projeto do regime militar ganha, assim, um "finale" digno da ditadura, com uma alteração de slogan: na era Lula-Dilma, "sovietes e eletricidade" complementam o "Brasil grande".

A serem concretizados os planos do governo e o seu novo modelo de licenciamento ambiental "top-down", por assim dizer, Belo Monte é só o começo. O governo considera que 70% do potencial hídrico da Amazônia está ainda por aproveitar, e a EPE planeja usinas para virtualmente qualquer rio da região que tenha uma cachoeira aproveitável. Em breve, para alegria de James Cameron, outras tribos da Amazônia poderão se juntar aos caiapós e aos araras da Volta Grande do Xingu na lista dos índios atingidos por barragens.

Quem já está com as penas do cocar arrepiadas são os mundurucus, do rio Tapajós. Nas suas terras e arredores a Eletronorte planeja não uma, mas cinco usinas hidrelétricas. Uma delas, São Luiz do Tapajós, será a terceira maior do país, com 6.133 megawatts de potência instalada e um reservatório de 722 quilômetors quadrados, quase o dobro do de Cararaô/Belo Monte.

A obra já está listada no PAC-2. O inventário dos potenciais elétricos da região dos rios Tapajós e Jamanxim prevê que São Luiz inunde parte de uma terra mundurucu e parte do parque nacional da Amazônia.

Em novembro, os índios mandaram uma carta ao presidente ameaçando guerra caso o plano das usinas vá adiante.

Já a diretora do parque, Maria Lúcia dos Santos, diz que não pode nem autorizar os estudos de impacto ambiental, pois a lei não permite franquear acesso ao parque a atividades que lhe causarão dano. "A não ser que rasguem o Snuc", afirma, referindo-se à lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Rasgar o governo não rasgou, mas publicou na semana passada um decreto regulamentando estudos do tipo em unidades de conservação, justamente para facilitar o projeto. O presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, disse à Folha que "as unidades de conservação não são intocáveis".

O atual ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirma que as usinas da Amazônia pós-Belo Monte serão baseadas em um novo conceito, o de "usinas-plataforma". A fórmula prevê que os canteiros de obras e as estradas criadas para fazer as hidrelétricas sejam abandonados para que a floresta se regenere. A operação das usinas seria remota.

Por enquanto, o conceito só existe nas propagandas da Eletrobras, que se gabam de que na região do Tapajós a relação entre área preservada e área "sob intervenção" será de 101 km2 para 1 km2. Só se esquecem de dizer que, somados, os reservatórios do Tapajós serão maiores que a cidade de São Paulo.

Fonte: site da Folha

terça-feira, 20 de abril de 2010

Manifesto da Juventude de SP do PSB


Quando debates sobre os rumos da Nação são colocados em pauta, algumas organizações têm como missão principal a de se colocar em posição de vanguarda e de sair em defesa de seus projetos, ideais, que por vezes são utópicos, mas, no entanto, sempre são norteados por sentimentos legítimos e, por este motivo, não podem ser taxados de omissos na defesa dos seus propósitos.

O dia 17 de abril de 2010 propõe um novo marco para os segmentos do PSB. Em reunião na sede estadual do PSB em São Paulo fez-se o lançamento do Movimento "Por Um Brasil Socialista" que propõe que o Partido Socialista Brasileiro tenha candidaturas próprias ao Governo Federal, bem como nos Estados. É largamente sabido que os movimentos que nascem por intermédio do debate interno e da defesa das ideias sempre geram frutos que só contribuem para o engrandecimento do Partido. Foi possível ver isso ocorrer com o nascimento do Movimento Luta e Esperança, que levou o PSB da Capital de São Paulo a trilhar novos rumos, que hoje geram os melhores frutos que se podiam esperar. E uma vez mais em reunião realizada pela Juventude Socialista Brasileira do Estado de São Paulo e com a participação de vários dirigentes do PSB de todo o Estado, dirigentes sindicais, das mulheres, vereadores e ainda com integrantes do Núcleo de Formação Política da Fundação João Mangabeira no Estado de São Paulo (NUFORP), nasceu o Movimento Por Um Brasil Socialista!

Com um debate acalorado e na defesa dos ideais do socialismo democrático e da liberdade plena das ideias, o Movimento vem a público defender e propor que se mantenha a candidatura do Deputado Ciro Gomes à presidência da República Federativa do Brasil, por entender que o PSB hoje tem o escopo de ser uma forte alternativa política neste país, tendo, inclusive, um projeto nacional e ser implantado. Ademais, o PSB hoje reúne não só melhores condições do que o PSDB em 94 e o PT em 2002, em razão de termos hoje em dia mais governos, prefeituras, vereanças, e, sobretudo, uma maior organização interna e uma forte convicção militante do que ambas as siglas quando conquistaram o Palácio do Planalto, e se não bastasse todos esses fatos temos quadros experientes, competentes, com bases sólidas na defesa do projeto nacional. Declara-se, portanto, que os segmentos do Partido em São Paulo apóiam irrestritamente a candidatura Ciro Gomes à Presidência da República.

Companheiro Ciro Gomes, o Movimento Por Um Brasil Socialista entende que “O Sonho não acabou”! Veementemente somos contrários a ausência de candidatura à presidência e não ficaremos inertes ante uma postura contrária a este propósito. Não somos uma mera aglomeração: somos um Partido com mais de 60 anos de História! Com mentes brilhantes que se debruçaram sobre as questões nacionais e deram robusta contribuição ao pensamento político brasileiro: Sérgio Buarque de Holanda, Antônio Cândido, Miguel Arraes, João Mangabeira, Evandro Lins e Silva e muitos outros marcaram a trajetória deste Partido e deste País com suas ações e seus escritos. Por estas razões acredita-se que o Partido Socialista Brasileiro precisa dar a opção aos seus militantes em todo o país de digitar o número 40 nas urnas, e ainda mais ao Povo Brasileiro, que merece a oportunidade de conhecer nossas idéias e projetos e sair da mesmice (que se retrata nos intentos plebiscitários da disputa eleitoral que se aproxima), de continuarmos a fazer a defesa do Partido Que Sabe Governar: exemplos disso temos o Estado de Pernambuco liderado por nosso saudoso presidente Eduardo Campos, um Estado que cresce acima da média de todos os Estados brasileiros, a exemplo do Estado do Ceará, do Rio Grande do Norte, da prefeitura de Belo Horizonte e também de um dos exemplos de renovação no modelo de gestão que é a Prefeitura de São Vicente, cujo prefeito e agora deputado federal Márcio França, são exemplos que nos fortalece e nos dão convicção para lutar e buscar o espaço que o PSB anseia em ter! Em sua grande maioria essas vitórias foram do povo, todavia, foram conquistadas contra grandes máquinas que não queriam deixar esses projetos se concretizarem, mas contrariamos, resistimos, persistimos e por fim vencemos, e assim concluímos: o PSB vencerá novamente!

O Movimento Por Um Brasil Socialista defende que o PSB tenha candidaturas para governador, senador e chapa completa para Deputados estadual e federal em todos os Estados. O projeto que defendemos é o de um país soberano e que dê igualdade de oportunidades aos seus jovens, trabalhadores, mulheres, negros, índios, a ricos e pobres, ou seja, para que todos possam sem restrições fazer suas opções livremente, e por isso, chamamos o PSB para o debate com suas bases e para que juntos tomemos a melhor decisão para apresentar ao povo brasileiro.

Vamos todos juntos construir um projeto nacional Por Um Brasil Socialista!

Aqueles que desejarem subscrever este documento encaminhem a solicitação para o email:

movimentoporumbrasilsocialista@gmail.com

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Exemplo de profissional que tem responsabilidade social.

O Portal Exame sempre trabalha a questão de responsabilidade social em questões como melhorar a visão da empresa.

Mas esses dois podcasts abaixo chamam a atenção. Eles falam sobre a vida do CEO do grupo de construção civil Cyrela, Elie Horn.

Ele fala sobre responsablidade social e vida profissional. Muito interessante.

Sempre quando vemos falar de construtoras, elas estão em meio a escandalos de corrupção, favorecimento, lavagem de dinheiro e fraudes em licitação e esse homem está em meio a ações filantrópicas.

Por isso que ouvimos falar pouco dele.

Video 1



Video 2



Fonte: Portal Exame.

Carne com cultura.

Compre 1 kg de picanha e leve junto emprestado um livro de Drumond.

Isso acontece em Brasília num açougue.

Vale a pena ouvir o audio.



E para quem se interessa, recomendo que ouça vários outros podcasts sobre o aniversário de 50 ano de Brasília.

Para ouvir os outros podcasts, clique aqui.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Palestra sobre Economia Solidária.


A convite do gabinete do vereador Ronei (PT), segue interessante convite.

Amanhã, 10/04/10, haverá uma palestra sobre Economia Solidária no auditório da Livraria Catedral.

A palestra acontecerá das 9:00 as 12:00.

Para quem não conhece, a livraria Catedral mudou de endereço e encontra-se agora na rua Rua Senador Vergueiro, 993 - loja 1 Edifício Delmond - Fone: 3451-9107.