segunda-feira, 9 de abril de 2012

Verdade

Algum assessor mandou por a faixa mas não avisou a população do bairro que iria "fazer caridade com o chapéu alheio"! Olha no que deu!



Fonte: recebido por e-mail

Buscando na internet, achei as informações abaixo transcritas:


 Bateu, tomou: Promoção a prefeito e vereador gera polêmica
Ter, 27 de Março de 2012 12:10

Duas faixas colocadas na Rua do Oratório, no Bairro Bangu, na semana passada, causaram polêmica no meio político de Santo André. Uma delas agradecia ao prefeito Aidan Ravin (PTB) e ao presidente da Câmara, José de Araújo (PMDB), a instalação de semáforo para pedestres na via. O outro criticava a faixa acima, dizendo que a Prefeitura não havia feito mais do que sua obrigação.

O primeiro letreiro foi colocado na quinta-feira, com dizeres "a população de Santo André agradece ao dr. Aidan e ao vereador José de Araújo pela sinalização". Moradores o bairro contaram que um caminhão de empresa terceirizada foi responsável pela instalação da faixa no local. O segundo apareceu no sábado, com escrito: "A população não agradece a ninguém!. Isso é uma obrigação, nós pagamos um absurdo de impostos". O objeto foi colocado também por outro caminhão terceirizado, segundo munícipes.

A foto das faixas se espalhou pela internet. Elas foram retiradas na madrugada de segunda-feira, de acordo com os moradores. Ninguém se responsabilizou pela confecção dos materiais. O vereador Luiz Carlos Pinheiro, o Pinheirinho (DEM), afirmou ter dado ideia para montagem da faixa, mas disse que não investiu na montagem do objeto. Munícipes do bairro negaram ter feito rateio para criação do objeto.


Fonte: Blog Amarribo (aqui) 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Minissérie contará a vida de dom Pedro Casaldaliga


A vida de dom Pedro Casaldáliga, 84 anos, bispo emérito de São Felix de Araguaia (Mato Grosso), vai virar minissérie de TVs espanhola e brasileira.

O missionário catalão chegou ao Brasil em 1968, como conta o jornalista Francesc Escribano no livro “Descalço na terra roxa”, no qual se baseia a minissérie. A minissérie será produzida pela TV Brasil, TVc, TVe e Raiz Produções Cinematográficas. “Terra Roxa” terá 13 episódios de 22 minutos cada. Na Espanha, irá ao ar em dois episódios de 85 minutos.

O papel do religioso, que defendeu a democracia em plena ditadura militar brasileira (1964-1985) e enfrentou latifundiários e posseiros de terras, ficou com o premiado ator espanhol Eduard Fernández, que veio até o Araguaia conhecer dom Pedro Casaldáliga.

Desde que foi nomeado bispo da Prelazia de São Felix de Araguaia, em 23 de outubro de 1971, nunca deixou o Mato Grosso, com exceção de uma visita a Nicarágua em 1985 e algumas audiências na Santa Sé.

A Prelazia Territorial de São Felix teve dom Pedro como primeiro bispo prelado. Seu sucessor foi dom Leonardo Ulrich Steiner, que permaneceu no cargo até a nomeação como auxiliar de Brasília, em setembro de 2011. O atual prelado é dom Adriano Ciocca Vasino, nomeado no último dia 21 de março.

Fonte: site CNBB (aqui)

Pensar (livremente) o Brasil


Neste espaço tentarei desenvolver uma compreensão holista do Brasil, tal qual o vejo. Passo por passo, submeterei meu entendimento político e econômico de nosso Pais à inteligência dos que me derem sua paciente leitura. Por momentos refletirei sobre questões estruturais. Em outros, chamarei a conjuntura a demonstrar o que penso.

No Brasil, todas as melhores energias se dispersam nas conjunturas. Ao pensamento estratégico pouco, ou quase nada, se dedica. Entre os tomadores de decisão na vida pública, então, esta constatação beira o trágico! Há explicação compreensível pra isto. O que não há é justificativa para a persistência deste colapso institucional crônico; para este apagão de idéias, ou para a morte da audácia, mínima que seja, que se exige daqueles ou daquelas  de quem a sociedade espera e precisa para crer no futuro da Nação.

Dois momentos explicam modernamente este fenômeno: a geração que está operando o País na política ainda é, em larga escala , aquela dos tempos que se sucederam a 1964. Mais precisamente, de Fernando Henrique para cá, é a geração que se opôs ao regime autoritário. Esta geração de gente respeitabilíssima, e a quem o povo brasileiro deve muito, historicamente, padece de um cacoete, entretanto: foi obrigada a reduzir sua compreensão do Brasil a um conjunto de reivindicações de natureza institucional essenciais mas não o bastante: eleições diretas, anistia, constituinte,democracia política, enfim.

Economia política virou assunto proibido em nossas reuniões. O consenso necessário à reinstitucionalização se dissolveria numa frente em que, na reta final, confraternizavam, por exemplo grato, Teotônio Vilela e João Amazonas, Arraes e Quércia, Tasso Jereissati e José Dirceu. Democracia formal e sua agenda uniam, refletir modelos de economia política desunia.

Tudo certo! Certíssimo! Para a hora…

Depois veio o governo Fernando Henrique. À absoluta falta de projeto e, capitaneando o exitosíssimo plano de estabilização econômica, que encerrou 25 anos de superinflação, FHC aderiu à exuberante ideia neoliberal. O mundo se prostara a ela. O gravíssimo buraco em nossas contas externas nos impunha uma submissão à hegemonia ideológica norte-americana enfeitada pelo charme de Bill Clinton. O apetite particular pela reeleição abatia a tradição progressista de FHC. Esta é a segunda fase.

De novo, o Brasil não perdeu propriamente, mas a tática das organizações progressistas do País e mais, do melhor de seu pensamento acadêmico, dos intelectuais, dos artistas, das vanguardas sindicais e estudantis, optou por aceitar a sábia inflexão de Lula e aceitar o adiamento, por assim dizer, do debate sobre nossa estratégia de futuro em nome de avanços possíveis que evitassem os riscos reais de enfrentamento do pacto reacionário vigente no seu centro.

Debater modelo de desenvolvimento poderia dissolver, num primeiro momento, a vitória eleitoral; no segundo e terceiro momentos, atrapalhar o avanço de melhorias concretas na vida do povo, agora! E mais uma vez nos vemos como Nação, levados a dar valor definitivo à comparação do que temos hoje em comparação com o passado. Como se essa fosse a tarefa definitiva que nos toca. Não é!

Tudo tem melhorado em nosso País. Concretamente. O desemprego caiu, a participação dos salários na renda nacional aumentou, as políticas sociais compensatórias atingiram níveis inéditos, o poder de compra do salário mínimo é o maior da história, políticas afirmativas acenam concretudes para estudantes pobres, para quilombolas, negros, mulheres, agricultura familiar. Ações tópicas recuperaram de forma expressiva a indústria naval e a nova orientação pública deu-nos protagonismo global em petróleo. Não há dúvida em defender a tática de Lula, seu legado, os valores que impôs ao Estado Nacional Brasileiro.

Nosso País desfruta hoje de uma presença internacional nunca vivida modernamente. Não só porque temos reservas cambiais em nível jamais experimentado, mas porque politicamente jogamos o jogo internacional sem vassalagens e subalternidades que nos encheram de vergonha em vários momentos recentes, inclusive.

Quer dizer então que agora, desta vez por nosso lado, anunciaremos que a história acabou, como dizia o sub intelectual guru modista do neoliberalismo, Fukuyama?

Penso comovidamente que não! Se compararmos o Brasil de hoje com o passado das últimas 3 décadas, tudo está melhorando. Mas e se compararmos o Brasil com os países que dispõem de condições semelhantes? Pior: e se perguntarmos para onde estamos indo em 10, 20, 30 anos, alguém sabe dizer?

Crescer e parar a cada 3 anos é tudo que temos para nossos 60 milhões de pobres? Pior, crescer em taxas menores que a soma dos ganhos de produtividade – que substituem gente por máquinas – e da chegada de cerca de um milhão e meio de jovens por ano ao mercado de trabalho é mesmo o máximo que podemos aspirar coletivamente?

Dá pra crer que, com os atuais e crescentes déficits nas contas externas, não estaremos daqui a pouco revendo o filme inglório de crises externas que nos atolaram por décadas inteiras?

Nada devemos fazer em relação ao fato de que temos déficit de gigantescos 100 bilhões de dólares no comércio externo, se olharmos apenas as trocas de manufaturados?

A conta de nossas aspirações de consumo de massa será sustentável se aceitarmos passivamente o que a divisão internacional do trabalho deixa pra nós: produtores de commodities de baixo ou nenhum valor agregado?

Temos algum futuro com a educação que temos? É minimamente responsável darmos a quem não tem plano de saúde privado a saúde pública indigna que oferecemos a nosso povo?

Apos 32 anos de experiência na vida pública brasileira, aprendi pelo menos que o céu não é perto. Sei que não é fácil nem trivial encaminhar saída factível pra esta encalacrada.

Mas aprendi também que é possível avançarmos muito mais profundamente e muito mais velozmente. Já experimentei algumas vezes o milagre da política feita com largueza, amor verdadeiro ao povo, competência, seriedade e audácia!

E as condições hoje são, em parte, muito melhores que jamais foram em tempos modernos.

É sobre o que escreverei neste espaço.

*CIRO GOMES – deputado estadual duas vezes, prefeito de Fortaleza, governador do Estado do Ceará, ministro da Fazenda de Itamar Franco, candidato a presidente da República duas vezes, ministro da Integração Nacional de Lula, deputado federal mais votado proporcionalmente do País.

Fonte: Carta Capital (aqui)

Até que enfim: Rumo a uma nova Limeira!



Fonte: Facebook (aqui)