sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Oportunidades nacionais pouco aproveitadas para o Desenvolvimento.



Cabotagem tenta superar dificuldades para crescer

O descompasso entre o ritmo de formação de profissionais de marinha mercante (marítimos oficiais e subalternos) e a absorção desses trabalhadores pelas empresas é atualmente um dos maiores entraves ao crescimento da navegação de cabotagem no País. Os navios que transportam cargas ao longo da costa brasileira disputam homem a homem com as embarcações de longo curso e, principalmente, com as petroleiras, os escassos profissionais.

Quem explica a situação é Gustavo Costa, gerente de cabotagem da Aliança Navegação e Logística. “A questão da falta de tripulação é muito séria. Com as encomendas da Petrobras, a formação de oficiais de marinha mercante tornou-se menor que a demanda. É necessário aumentar a quantidade de formandos, por isso, as entidades de classe discutem com a Marinha o aumento de vagas ou a permissão para que estrangeiros possam trabalhar, sobretudo nas operações de offshore”, afirma ele.

O déficit de oficiais deixará em aberto cerca de 1,2 mil postos de trabalho até 2013, segundo estima o gerente geral de frotas e operações da Mercosul Line, Claudio Marcos Rosa. Ele revela que mesmo a Petrobrás e suas empresas parceiras – que absorvem grande parte desses trabalhadores – sentem a defasagem. O executivo conta que, apesar de a Marinha já ter reativado o processo de formação, os profissionais que estão sendo preparados só chegarão ao mercado em 2014.

A formação destes profissionais é atribuição exclusiva da Marinha do Brasil, que mantém duas Escolas de Formação de Oficiais de Marinha Mercante (Efomm), O Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém do Pará, e o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro. Segundo informações da assessoria de imprensa da Marinha, o crescimento na oferta de marítimos, tanto oficiais quanto subalternos, só deverá ultrapassar a demanda em 2015.

Segundo a instituição, em 2000, foram disponibilizados 99 novos oficiais. Dez anos depois o número de formandos chegou a 580 e o ano de 2011 deve encerrar com a graduação de 700 oficiais para a marinha mercante. A expectativa da Marinha é que, ainda em 2011, sejam formados 15 mil novos marítimos subalternos. A formação de oficiais deve chegar a mil profissionais por ano em 2014.

A ampliação dos serviços de transporte marítimo de cargas nacionais esbarra, também, em outro dos reflexos da expansão da atividade petroleira no País e das perspectivas criadas pelos poços encontrados na camada pré-sal. Os estaleiros do Brasil estão, quase em sua totalidade, dedicados a construir embarcações para a extração e o transporte de petróleo.

Como admite o executivo da Aliança, o mercado potencial existe, mas o crescimento está limitado à capacidade de transporte dos armadores. O aumento dessa capacidade demanda um número maior de navios ou a substituição dos atuais (no Rio Grande do Sul a empresa opera com embarcações full contêiner 1500 PIUs) por outros maiores. “A verdade é que, nesse setor, faltam até engenheiros navais”, lamenta Costa.
Uma realidade que não chega a surpreender. Costa lembra que, apesar do extenso litoral e do uso do modal marítimo para o transporte interno de cargas desde o período colonial, o Brasil “abandonou” a cabotagem na década de 1950, quando as políticas públicas passaram a incentivar transporte por rodovias. O período de hiperinflação, entre 1980 e 1994, também penalizou o modal, considerado lento. “A cabotagem praticamente só ressurgiu em 1998, quando a Aliança retomou as atividades. Agora, em 2011, chegamos à marca de quatro grandes armadores operando no mercado”, afirma Costa.

Estado envia produtos, mas recebe poucas cargas pelo mar

O porto de Rio Grande é o terceiro maior emissor de cargas por cabotagem do País, atrás apenas de Manaus (que movimenta, sobretudo, as cargas de eletroeletrônicos da Zona Franca) e de Santos, que concentra as atividades da região Sudeste. Segundo as empresas de logística, o maior volume de embarques gaúchos corresponde ao envio de arroz para as regiões Sudeste, Norte e Nordeste, mas o transporte de tabaco e carnes também é importante para a navegação pela costa. O arroz gaúcho, que embarca embalado, vai de navio para clientes de todo o País. Segundo Gustavo Costa, gerente de cabotagem da Aliança Navegação e Logística, os principais destinos são São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco. “O que fazemos é um transporte porta a porta. Então recolhemos nas indústrias de beneficiamento e entregamos aos supermercados ou distribuidores. As grandes indústrias têm a cabotagem como principal elo logístico, sobretudo para Norte e Nordeste”, afirmou.

Para a Mercosul Line, que ainda estuda o mercado emissor gaúcho, o transporte do arroz torna-se interessante não só pelo volume de cargas, mas também pela constância. As remessas do cereal para os demais estados não têm flutuação decorrente da safra, como acontece com outros produtos agrícolas, como é o caso do tabaco – o terceiro item na escala do transporte por cabotagem no Estado. Na lista dos três mais aparecem, ainda, as carnes frigorificadas, que viajam em contêineres climatizados. Os principais destinos das carnes congeladas de gado e de frango (produzidas tanto no Rio Grande do Sul quanto em Santa Catarina) são os estados do Nordeste, com destaque para a Bahia e Pernambuco.

Em todas essas operações, o transporte marítimo é combinado com dois trechos rodoviários, entre a indústria e o porto de origem e entre o porto de destino e o supermercado. A retirada dos caminhões das estradas é apontado, pelas empresas de navegação, como um dos impactos mais positivos da cabotagem. Na avaliação de Costa, a modalidade não deve ser vista como um concorrente “social” do transporte rodoviário, já que demanda o serviço para trechos menores e possibilita que os caminhoneiros tenham um ganho de qualidade de vida, ao não se ausentarem de casa por longos períodos.

“Além da sustentabilidade social que a cabotagem proporciona, temos uma redução importante do impacto ambiental do transporte. Vamos exemplificar com o transporte de mil toneladas de arroz, entre Pelotas (RS) e Fortaleza (CE) – ou seja, entre os portos de Rio Grande e Pecém. Para cada quilo de arroz transportado por rodovia temos a liberação de 225 gramas de gás carbônico na atmosfera. Com a cabotagem, a emissão de CO2 cai para 70 gramas por quilo transportado, uma redução de quase 70%.” O gerente geral de frotas da Mercosul Line, Claudio Rosa, aponta a segurança como grande diferencial da cabotagem. Ele explica que o custo do frete em si é muito próximo ao cobrado pelo transporte rodoviário, mas a redução de riscos torna o transporte por navio mais interessante. Um fator, disse ele, que ganha relevância em proporção ao valor da carga. “Quem faz uso constante disso são as indústrias instaladas em Manaus, que mandam eletroeletrônicos para os outros estados do País. Este transporte chega ao Sul do País depois de uma conexão, normalmente feita no porto de Santos.”

Outro ponto favorável é o alívio proporcionado aos estoques domésticos. Rosa explica que a vazão das redes de varejo para a indústria nem sempre acompanha o ritmo de produção, então, como forma de incentivo, as empresas de transporte marítimo oferecem armazenagem gratuita por tempo livre. “Já a carga importada tem, por determinação das autoridades portuárias, uma cobrança de armazenagem, que é calculada sobre o preço da mercadoria. Essa coordenação pode ser um entrave para a fluidez da cabotagem, mas também é vista como uma vantagem pelo varejo. Nessa época do ano, de preparação para o Natal, os eletrônicos são recebidos de imediato, em outras épocas, a loja já está cheia e o produto precisa esperar para ser levado ao estoque.”

SPH pretende retomar transporte fluvial para abastecer os portos

Retomar o transporte de contêineres por barcaças na Lagoa dos Patos e rio Jacuí até o porto do Rio Grande é uma das metas da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) e um desejo dos armadores diz o superintendente da SPH, Vanderlan Vasconselos. Entretanto, Claudio Rosa, da Mercosul Line, diz que o impacto sobre a cabotagem deve ser pequeno. O executivo, que estuda o mercado gaúcho e pensa em operar no Estado em 2012, explica que a falta de berços apropriados para as barcaças em Rio Grande dificulta a passagem das cargas para os navios. “Percebo que desde o momento em que as cargas passaram a ser transportadas em contêineres, o fluxo de barcaças fluviais, com carga solta, tem diminuído. Essa modalidade sobrevive sobretudo na região norte, entre Manaus e Belém, mas tem potencial de retomada tanto na Lagoa dos Patos quanto no rio Paraná”, diz Rosa.

Rosa explica que a vantagem do transporte fluvial está atrelada à proximidade entre o porto e a planta industrial, além do conhecimento necessário para vencer a burocracia. Vasconcelos está convencido de que a retomada da navegação fluvial é o que há de mais favorável à logística do Estado. Ele explica que o SPH tem feito diversas reuniões, mas que ainda não encontrou uma empresa que atenda às necessidades do Estado.

O superintendente espera o apoio de uma entidade privada para abrir uma licitação. “Hoje não temos os recursos necessários, então abrimos a possibilidade para que algum empreendedor faça os estudos de viabilidade técnica, econômica e o licenciamento ambiental. Queremos licitar os portos de Porto Alegre, Pelotas e Cachoeira do Sul e a empresa vencedora levaria um contrato de 25 anos”, revela ele.

Burocracia diminui o número de embarques

A concorrência no transporte de cabotagem não é feita entre os armadores, as empresas de logística que operam as embarcações, mas entre a modalidade e o transporte rodoviário. Isso porque a documentação exigida para o embarque das cargas é muito diferente e, muitas vezes, representa um empecilho para a efetivação do transporte. A questão central, segundo os armadores, é a exigência do registro da carga junto ao Siscomex Carga, um sistema da Receita Federal que controla a movimentação de embarcações, cargas e contêineres vazios pelos portos brasileiros.

Embora tenha sido desenvolvido como um instrumento de controle aduaneiro (ou seja, para atender o comércio exterior), todas as cargas transportadas pelos navios que fazem a cabotagem precisam estar registradas, o que demanda uma estrutura de pessoal permanente nos portos para dar conta da burocracia. Outra exigência feita às cargas nacionais é o recolhimento de uma taxa de marinha mercante. O não recolhimento desse imposto provoca o bloqueio da carga, ou seja, sem a quitação não é possível embarcar o produto. Como os portos brasileiros funcionam, sem sua maioria, em capacidade máxima, o tempo de atracação é limitado e, se o proprietário da carga não faz a quitação a tempo, perde o embarque – o que provoca o imediato direcionamento dos contêineres para o transporte rodoviário, que tem como exigência burocrática apenas a nota fiscal.

O congestionamento se explica pela disputa de berços (pontos de atracação) entre os navios de cabotagem e as embarcações usadas por armadores de longo curso. “Por ética e por reconhecer o valor estratégico da cabotagem, os terminais têm dado espaço, mas a estrutura não permite ampliação nos portos de Paranaguá, Suape, Santos e Rio Grande”, afirmou Claudio Rosa, ao apontar que o terminal gaúcho melhorou muito a performance, porém ainda limita a cabotagem a apenas três berços de atracação. A quantidade é considerada pequena, pela análise do potencial de cargas. Dados da Mercosul Line indicam que apenas um quinto das cargas que viajam em longas distâncias no Brasil (mais de 1.500 quilômetros) são transportadas por navios de cabotagem.

Fonte: Blog Poder Naval (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS:

O Brasil tem um potencial de expansão sócio-econômico muito grande, mas às vezes, parece não querer explorá-lo em sua plenitude. Temos uma costa oceâ anica enorme, com águas tropicais que facilitam o transporte ao longo de sua costa.

Um ponto que dificulta o avanço desta modalidade é o investimento, mas segundo o texto, atualmente, o maior desafio é a Educação, com a baixa oferta de mão-de-obra qualificada. O Brasil viveu mais de 2 décadas de crescimento pífio e o que vemos hoje é reflexo disso. Pouco dinheiro, portanto pouco investimento em educação, e a hora que a economia aqueceu, não há estoque de pessoas qualificadas em vários setores. Triste círculo vicioso que vivemos no Brasil!

Essa modalidade é mais barata quando considerada o custo por kg transportado além da menor emissão de CO2 na atmosfera. Investir mais nesse formato de transporte é urgente.
O tema transporte por cabotagem é um tema pouco conhecido pela maioria dos brasileirps, e o texto é bem explicativo.

Vale a pena a leitura!

Quem quiser saber mais sobre o tema pode ler clicando  aqui e aqui.

Fonte das imagens: Internet.

Código Ambiental em debate com a Sociedade Civil

Uma comissão formada por membros do COMDEMA – Conselho Municipal do Meio Ambiente, vem estudando a proposta do vereador Paulo Hadich (PSB), para a elaboração do Código Municipal Ambiental. 

Inicialmente o vereador protocolou sua proposta para apreciação da Câmara Municipal. No entanto, após um debate organizado e realizado pela Faculdade de Tecnologia da Unicamp, o parlamentar retirou o Projeto, para que o mesmo fosse discutido com a sociedade civil. 

 Assim, o COMDEMA deliberou criar essa comissão especial e ter o texto do vereador Paulo como base para os debates. Por ora, o texto vem recebendo emendas objetivando o aperfeiçoamento da proposta. Além do Conselho e do gabinete do vereador, várias secretarias da Prefeitura, bem como entidades da sociedade civil, entre elas a CIESP, têm participado do processo. 

Fonte: Blog do vereador Paulo Hadich (aqui)

domingo, 30 de outubro de 2011

Ausência Longa no Blog.

Há uma ausência neste blog, mas por uma razão boa: casamento e lua de mel.


Segue algumas fotos interessantes das visitas.

Uma das faculdades de Cambridge

Em frente à Torre Eifel

O Britsh Museum é inacreditável: Áreas das múmias egípcias.
Navegando no Rio Sena em Paris.

Réplica de um ME-109 alemão abatido durante a operação Leão Marinho na Batalha da Grã-Bretanha na Segunda Guerra Mundial em Duxford, Imperial War Museum.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Software Google Earth tem mais de 1 bilhão de downloads.

San Francisco - O software de cartografia Google Earth foi baixado mais de um bilhão de vezes desde seu lançamento em 2005, anunciou o gigante americano da internet.

O Google Earth, um atlas digital disponível gratuitamente, "é provavelmente um dos aplicativos mais baixados de todos os tempos", explicou à l'AFP Peter Birch, diretor do produto no Google.

"Estamos orgulhosos de superar a marca de um bilhão, mas estamos ainda mais fascinados pela maneira como as pessoas utilizam o Google Earth para explorar o mundo", acrescentou o vice-presidente do Google Earth e Google Maps, Brian McClendon.

Google Earth foi lançado em junho de 2005 após a compra no ano anterior da empresa Keyhole, especializada em cartografia digital e fundada por McClendon.

O software permite visualizar o planeta Terra, passear por ele, e teve o acréscimo durante os anos de vária funcionalidades, como cidades inteiras em 3D.

Para ilustrar o sucesso de seu programa, o Google lançou o site OneWorldManyStories.com, onde os utilizadores contam como o Google Earth lhes foi útil.

Um universitário australiano, David Kennedy, explicou que conseguiu descobrir tumbas antigas sem sair de Perth, fazendo simplesmente uma varredura nos mapas da Arábia Saudita e da Jordânia no Google Earth.

A oceanógrafa Sylvia Earle utiliza o programa para promover sua luta pela proteção dos oceanos, enquanto a organização Save the Elephants usa para construir uma cartografia dos elefantes.

Fonte: Portal Exame (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS:

O Programa Google Earth, sem dúvidas, é um dos avanços inimagináveis que hoje eu não consigo sem dar uma visitada, de tempos em tempos.

Eu uso o programa tanto para o trabalho como encontrar os locais e rotas para as viagens de campo como para conhecer parte da realidade das fazendas e empresas que trabalhamos juntos no IGEAgro.

Uso muito também para conhecer mais sobre história, geografia e assuntos militares que eu curto.

Essa ferramenta é um meio que transcende a capacidade de conhecimento de vários locais do mundo saindo dos pontos comuns que são mostrado na televisão, além do fato de auxiliá-lo a ter outra visão dos temas abordados em noticiários e documentários.

Uma curiosidade que achei há pouco tempo é a capacidade que o Google Earth tem de mostar algumas cidades da época da segunda guerra mundial (1939-1945), cujas imagens aéreas da época foram carregadas. Exemplos são as cidades de Berlin (Alemanha) e Varsóvia (Polônia), que pode ser conhecidas antes e depois da guerra.

Marinha do Brasil envia fragata para Líbano.

O Brasil enviará uma fragata para o litoral do Líbano para patrulhar o contrabando bélico naquela região, a serviço da ONU. 

Se o Brasil deseja ter um assento permanente no Conselho da Segurança da ONU, ele tem que pagar a sua parte no que cabe às responsabilidades dos países. 

O vídeo abaixo é do Estadão, que pode ser visto clicando aqui

Mais informações sobre a Fragata União (F-45) da Marinha do Brasil, clique aqui.

Congresso promulga nova Lei do Divórcio e Estatuto da Juventude





Fonte: TV Câmara (aqui)

Aprovado o Estatuto da Juventude no Congresso.

Após polêmica, Câmara aprova Estatuto da Juventude
Depois de um grande embate, a Câmara aprovou nesta quarta-feira o Estatuto da Juventude. O texto, que segue para análise do Senado, considera como jovens todas as pessoas com idade entre 15 e 29 anos. 

Um dos pontos do estatuto prevê a meia-entrada para todos os jovens estudantes nessa faixa etária, em eventos de natureza artístico-cultural, de entretenimento e lazer, em todo o território nacional, inclusive para jogos de futebol. Hoje, leis que regem a meia-entrada são estaduais e não federais. 

A possibilidade gerou polêmica por poder entrar em atrito com a Fifa sobre a entrada nos jogos da Copa. Relatora do projeto, a deputada Manuela D'Avila (PC do B-RS) disse que o texto não é apenas para os dois meses dos jogos e sim para todos os brasileiros. "Para a Copa, especificamente, vai ter uma Lei Geral da Copa, aqui estamos tratando de uma coisa mais ampla", disse a deputada. 

O jovem terá o direito também de pagar 50% do valor dos transportes intermunicipais e interestaduais, "independentemente da finalidade da viagem", de acordo com a legislação dos Estados e municípios.
"Esse é um direito dos estudantes de terem transporte. Criaremos subsídios estaduais, municipais para isso", afirmou Manuela. 

Outro ponto que gerou polêmica foi o que trata da propaganda de bebidas alcoólicas. O texto aprovado proibiu esse tipo de propaganda para bebidas com qualquer teor alcoólico em políticas de atenção à saúde do jovem. Após pressão da bancada ligada ao setor, a relatora chegou a trocar o "proibir" por "restringir", mas teve que recuar. O entendimento final foi para deixar claro que a proibição valeria apenas para jovens menores de 18 anos.
Já a polêmica com a bancada evangélica aconteceu por causa de dispositivos de textos que tratam da inclusão de temas relacionados à sexualidade nos conteúdos escolares. Após acordo, a relatora aceitou incluir a necessidade de que o tema seja tratado "desde que respeitado a diversidade de valores e crenças". Diz ainda que o direito à igualdade compreende a "inclusão de temas sobre questões raciais, de gênero (...)". 

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) comemorou. "Isso é muito importante pois contempla a sexualidade nas escolas. Além disso, o texto contemplou o direito da diversidade cultural. Um passo essencial para os jovens da comunidade LGBT", afirmou. 

O Estatuto também institui o Sistema Nacional de Juventude, cuja composição, organização, competência e funcionamento serão definidos em regulamento. A oposição questionou a criação de cargos para o Conselho da Juventude, mas houve acordo para que uma lei tratasse desses gastos. Caberá aos Conselhos colaborar com órgãos da administração no planejamento e na implementação das políticas para os jovens, entre outros.

O projeto, em sua maioria, cria diretrizes para temas relacionados ao jovens. Muitas leis terão que ser criadas para regulamentar esses temas. Mesmo assim, Severine Macedo, secretária nacional de Juventude da Presidência da República, falou que o texto é um grande avanço. 

"Para nós, gestores, é fundamental para o assunto avançar. O Estatuto cria condições e dá amparo para fazermos com que as políticas da juventude aconteçam", afirmou.
O presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Daniel Iliesco, disse que, com a aprovação do texto no Senado, será possível abrir um "novo patamar de políticas públicos para o país". "Hoje são mais de 50 milhões de jovens no país que podem ser beneficiados", afirmou.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), lembrou que a proposta estava parada na Casa havia sete anos.

Fonte: Folha (aqui)

Nota: quem quiser conhecer o estatuto na íntegra, pode lê-lo clicando aqui.